25 de abril de 2018
Fitopatologia
5 de abril de 2018 - 14:08

Fitopatógenos em ação

Os pesquisadores Ticyana Banzato e José Otávio Menten explicam o modus operandi dos fitoplasmas, patógenos causadores de doenças em várias culturas, entre as quais o enfezamento do milho.

Ticyana Banzato1 e José Otavio Menten2

Os fitoplasmas são agentes causais de doenças em praticamente todas as plantas cultivadas, inclusive muitas espécies de plantas daninhas hospedam esses patógenos, por isso elas têm sido o foco de muitos estudos epidemiológicos sobre doenças, já que se mostram como peças-chave para o entendimento de sua ocorrência no campo, pois mantêm a população do inóculo e do vetor na entressafra. Especificamente no estado de São Paulo, pesquisas têm revelado a ocorrência de fitoplasmas em diversas ervas daninhas que frequentemente crescem nas adjacências e no interior dos cultivos, como o mentrasto (Ageratum conyzoides), a crotalária (Crotalaria lanceolata), o mentruz (Lepidium virginicum), o juá-de-capote (Nicandra physalodes), a erva-de-rato (Paulicourea marcgravii), a serralha amarela (Sonchus oleraceae), a buva (Conyza bonariensis), a falsa serralha (Emilia sonchifolia), o picão- preto (Bidens pilosa) e o rubim (Leonorus sibiricus).

São bactérias fitopatogênicas que não apresentam parede celular, se distribuem sistemicamente no hospedeiro através dos vasos do floema, não são cultiváveis em meios de cultura. São atualmente classificadas em grupos e subgrupos, principalmente com base na diversidade genética apresentada pelo gene 16S rRNA. A sua detecção em plantas pode ser feita de modo direto por meio de observações ao microscópio eletrônico ou pelo uso de técnica molecular de PCR. A identificação é feita por meio de técnicas moleculares como PCR (Polymerase Chain Reaction) e RFLP (Restriction Fragments Lenght Polymorphism).

Como é um fitopatógeno presente no floema, são transmitidos para as plantas por enxertia, plantio de material propagativo doente e por ninfas que recém saíram dos ovos e também por cigarrinhas adultas, basta que se alimentem em uma planta doente, que os fitoplasmas, ao entrarem em contato com o aparelho digestivo desses insetos, atravessam suas paredes intestinais e passam para a sua hemolinfa, se multiplicam e vão permeando por diversos órgãos até atingir as glândulas salivares, esse processo dura em média 28 dias, e varia um pouco mais ou um pouco menos de acordo com a temperatura no ambiente: em temperaturas mais altas esse processo é mais rápido e em temperaturas mais amenas o processo é mais longo.

A matéria completa está na edição de abril da Revista Agro DBO. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: Agro DBO 98

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