21 de fevereiro de 2018
Soja
2 de fevereiro de 2018 - 15:00

A ferrugem reaparece

Pesquisadora da Embrapa Soja, Cláudia Godoy trata da mutação do fungo causador da doença, métodos de controle e ocorrência na safra 2017/18. Até 22/1, foram registrados 179 casos em todo o país.

Claudia Vieira Godoy

Oinício da safra de soja no Brasil é marcado pelo término dos períodos de vazio sanitário, que variam de estado para estado. Essa medida, que tem como objetivo reduzir a presença do inóculo do fungo Phakopsora pachyrhizi na entressafra, é hoje uma das principais estratégias de manejo da ferrugem-asiática. Lavouras semeadas logo após o término do vazio sanitário tendem a ter a doença em estádios mais adiantados de desenvolvimento da cultura, mas iniciam a multiplicação do fungo, que se dissemina pelo vento, para áreas semeadas mais tarde.

Os primeiros sintomas da ferrugem são discretos nas lavouras, sendo difícil para o produtor encontrar a doença no início. Para colaborar no monitoramento, as ocorrências de ferrugem na safra são inseridas no mapa do site do Consórcio Antiferrugem (www.consorcioantiferrugem. net), também disponível em aplicativos nas plataformas iOS e Android. O principal objetivo do mapa é informar as primeiras ocorrências para alertar o produtor sobre a chegada da doença. Como o fungo se dissemina facilmente pelo vento, com o alerta o produtor pode proteger sua lavoura, evitando perdas de produtividade. Além de ocorrências em lavouras comerciais, o mapa também mostra onde há a presença de plantas de soja voluntárias (soja guaxa) infectadas e, na safra atual, também foram disponibilizadas informações das armadilhas caça esporos, projeto em andamento da Emater, no Paraná.

Na safra 2017/18, houve atraso no início das chuvas e, consequentemente, atraso nas primeiras semeaduras. No entanto, de forma semelhante às últimas safras, as primeiras ocorrências de ferrugem foram registradas no site a partir da segunda quinzena de novembro em São Paulo, no Paraná e no Rio Grande do Sul, em lavouras comerciais semeadas logo após o término do vazio sanitário, algumas irrigadas, e em áreas experimentais, utilizadas para o monitoramento do fungo (sentinelas).

A matéria completa está na edição de fevereiro da Revista Agro DBO. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: Agro DBO 96

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