21 de fevereiro de 2018
Opinião
2 de fevereiro de 2018 - 14:55

Bom para pegar onda

Rogério Arioli alerta os produtores rurais: "Em anos de eleições, como este, muitos candidatos a cargos eletivos tentarão surfar sobre os resultados positivos do agronegócio, na tentativa de conseguir votos".

Rogério Arioli Silva

Avisão do mar é sempre reconfortante e desafiadora para quem vive longe dos seus domínios. Encontrar- se com ele – nas férias de verão, é um privilégio que deve ser desfrutado sempre que possível. Aqueles que o fazem com certa regularidade conhecem seus encantos e humores e na primeira olhadela já sabem se está bom ou não pra “pegar onda”, termo usado pelos amantes do surf, esporte no qual o Brasil vem se destacando nos últimos anos.

Também na agropecuária o país ganha destaque a cada ano, consolidando-se como um grande celeiro mundial na produção de alimentos. Mesmo com as infundadas críticas que recebe de seus detratores ambientalistas, aqui e lá fora, produzir um volume de 240 milhões de toneladas utilizando menos de 8% do seu território é tarefa que nenhum outro país consegue realizar. Obter safras a cada ano mais abundantes preservando 65% do seu território intocado é o cartão de visitas exclusivo que pode abrir muitas portas para os produtos brasileiros.

O ano de 2018 será um ano de eleições e, certamente, muitos candidatos tentarão “pegar onda” nos números e resultados do agronegócio do país. Assim como aquelas obras que são inauguradas eternamente, embora nunca sejam concluídas, o setor agropecuário serve muito às incursões demagógicas. Quem não gostaria, por exemplo, de divulgar um número superavitário de quase US$ 100 bilhões nos últimos doze meses? Quem abriria mão de mostrar a competitividade de um setor que cada vez mais abre mercados pelo mundo, com produtos de qualidade e altamente competitivos?

A matéria completa está na edição de fevereiro da Revista Agro DBO. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: Agro DBO 96

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