25 de abril de 2018
Opinião
5 de abril de 2018 - 14:38

Milho GM faz 21 anos

Décio Gazzoni usa meta-análise de pesquisadores italianos sobre o impacto do uso de variedades transgênicas, resistentes a pragas, no meio ambiente e na agricultura. Conclusão: os benefícios superam largamente as desvantagens.

Decio Luiz Gazzon

Uma meta-análise é uma forma de analisar os resultados de muitos artigos, versando sobre um tema específico, para obter conclusões que sejam comuns aos estudos. Os pesquisadores italianos da Universidade de Pisa, Elisa Pellegrino, Stefano Bedini, Marco Nuti e Laura Ercoli publicaram extensiva meta- análise dos impactos do milho transgênico (GM), resistente a pragas, sobre o meio ambiente e a agricultura. O artigo original pode ser lido em https://www.nature.com/ articles/s41598-018-21284-2

Os pesquisadores revisaram mais de seis mil estudos na literatura científica, publicados entre 1996 a 2016, incluindo estudos sobre rendimento, qualidade de grãos, organismos alvo e não-alvo e decomposição da biomassa do solo. A maioria dos estudos foi realizada no corn belt dos EUA, em universidades dos estados de Iowa, Illinois e Nebraska.

Os pesquisadores excluíram da análise experimentos que não foram realizados em condições de campo, que não utilizavam um comparador geneticamente similar (quase isogênico), que possuíssem milho GM e não-GM cultivado sob diferentes condições, ou que apresentassem pequenas amostras ou outros problemas estatísticos. Assim, do total dos estudos revisados, apenas 76 textos foram incluídos na meta-análise. Os estudos incluíram a caraterística de tolerância a herbicidas apenas quando combinada com resistência a insetos.

A matéria completa está na edição de abril da Revista Agro DBO. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: Agro DBO 98

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