18 de dezembro de 2017
Opinião
5 de dezembro de 2017 - 16:19

Vanguardismo tropical

Recém-chegado de visita à Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop (MT), Rogério Arioli relaciona vantagens da integração lavoura-pecuária-floresta. "Democrático, o sistema atende propriedades rurais de qualquer tamanho".

Rogério Arioli Silva

Durante o mês de novembro último tivemos a oportunidade de visitar a Embrapa Agrossilvipastoril, localizada em Sinop (MT), Centro de Pesquisa fundado em 07 de maio de 2009, com o objetivo de buscar inovações tecnológicas e sustentáveis para os sistemas integrados de produção agropecuária daquela região do Brasil. Apesar da grande abrangência da pesquisa e difusão daquele centro, nossa visita se restringiu às novidades referentes aos Sistemas de Integração Lavoura- -Pecuária–Floresta (ILPF) que já abrangem mais de 11 milhões de hectares no país.

De imediato, fica evidente a quem visita aquele local, o ambiente fervilhante de opções que a agricultura tropical oferece, o qual assumirá mais importância a cada ano, pelo desafio de maximizar a produção nas áreas já incorporadas à exploração agropecuária. A pressão contrária a novos desmatamentos exigirá cada vez mais esta intensificação de uso do solo, tornando a pesquisa e difusão tecnológicas as pedras angulares deste processo, na medida em que a demanda por alimentos cresce constante e assustadoramente.

Os benefícios da utilização dos sistemas de ILPF são inúmeros, seja sobre o solo, plantas, animais, meio ambiente e produtores rurais em amplitudes variáveis, embora sempre positivamente. Do ponto de vista técnico é inegável a contribuição das gramíneas tropicais na reciclagem dos nutrientes do solo e na melhoria das suas características físicas, além do aumento dos teores de matéria orgânica e seus efeitos na manutenção e disponibilidade da água para as plantas. O enriquecimento da biota (conjunto de seres vivos de um ecossistema) também é favorecido pela variação dos diferentes sistemas radiculares a explorarem o solo, cada um com seu conjunto de microrganismos associados.

Ao contrário do que muitos imaginam, o Sistema ILPF é extremamente democrático, pode ser utilizado em qualquer tamanho de propriedade rural, além de aceitar inúmeras configurações. Dados divulgados no evento demonstraram um significativo incremento na produção do leite em pequenas propriedades que adotaram o modelo. O aumento da renda líquida obtida pelos produtores – com impacto direto na sua capitalização, incentiva a permanência na propriedade rural.

A matéria completa está na edição de dezembro da Revista Agro DBO. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: Agro DBO 95

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