24 de abril de 2017
Apta
23 de dezembro de 2016 - 10:30

APTA faz balanço positivo de 2016

Presidente classifica estruturação dos núcleos de inovação como a principal ação da agência no ano

O balanço do ano de 2016 é considerado positivo por Orlando Melo de Castro, coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Mesmo com as dificuldades impostas pela crise econômica que vive o País, a APTA, como agência gestora dos seis institutos de pesquisa agropecuária paulista, conseguiu estruturar os chamados Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), valorar suas tecnologias e inovações, estruturar a forma de planejamento das pesquisas institucionais e desenvolver projetos com abordagem setorial e territorial.

Segundo Castro, a principal ação da agência no ano foi a estruturação dos NITs na APTA e no Instituto Agronômico (IAC-APTA), Instituto Biológico (IB-APTA), Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), Instituto de Pesca (IP-APTA), Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA) e Instituto de Zootecnia (IZ-APTA).

Com a implantação dos NITs e a nova legislação vigente, a APTA espera aumentar para 25% sua captação de recursos junto à iniciativa privada, até 2018. Atualmente, 17% do orçamento da APTA é composto por esse tipo de recurso.

“Temos um arcabouço legal que nos permite inovar por meio de parcerias. Este processo começou ainda este ano, com a sanção do Novo Marco Legal de Ciência e Tecnologia, uma legislação federal, e a Resolução nº 12 da SAA, que aprova a política de propriedade intelectual das instituições científicas e tecnológicas paulistas”, afirma. Somadas a Lei Federal de Inovação, esse arcabouço legal, segundo Castro, proporciona novas oportunidades e segurança jurídica para as parcerias entre as instituições de pesquisa pública e a iniciativa privada.

“Em 2016, realizamos a composição e a formação do quadro responsável, mediante participação em eventos dos NITs de outras instituições estaduais, discussão da legislação vigente, redação do regimento interno e interação com as fundações de pesquisa”, diz o coordenador da APTA.

Captação de recursos - Castro explica que a APTA vem se abrindo nos últimos anos para trabalhos em conjunto com outras instituições públicas e com a iniciativa privada. “Mesmo em um momento de crise, como esse vivido pelo Brasil, temos conseguido aumentar nossa captação de recursos. Isso é reflexo do nosso trabalho dos últimos anos e do crescimento do agronegócio em 2016”, afirma.

O Instituto Biológico (IB-APTA), por exemplo, conseguiu triplicar sua captação de recursos via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Em 2016, foram arrecadados R$ 1.889.382,60 e em 2015, R$ 611.657,00. O IB também aumentou em 10% sua captação de recursos pela iniciativa privada e em 37% por meio do Fundo Especial de Despesas (FED). “Esses valores ainda não estão consolidados, então provavelmente, serão ainda maiores ao final do balanço”, comemora Castro. 

O Instituto Agronômico (IAC-APTA) conseguiu também aumentar em 49% o recurso captado por meio do FED, comparando janeiro a setembro de 2016, em que foram captados R$ 5.466.518,03, com todo o ano de 2015, em que foram captados R$ 3.670.656,00. O recurso captado em projetos na Fapesp deu um salto de 66% no IAC. Em 2015, foram captados R$ 3.724.541,00, e de janeiro a setembro de 2016, R$ 6.185.800,03. Segundo Castro, o Instituto de Zootecnia (IZ-APTA) também conseguiu aumentar sua captação de recursos via Fapesp.

Valoração das tecnologias e inovação - Outra ação importante da APTA, na avaliação de Castro, foi a valoração de 48 tecnologias e inovações desenvolvidas pelos institutos de pesquisa ligados à APTA no biênio 2014/2015. O levantamento apresentado no Balanço Social da APTA mostrou que a cada R$ 1 investido na Agência no período, houve retorno de R$ 11,40 para a sociedade. Para a valoração, foram utilizados critérios econômicos, sociais e ambientais. “Esse exercício é importante para definição das áreas estratégicas para a instituição”, avalia.

Esta é a segunda edição do Balanço Social da APTA. A primeira foi desenvolvida em 2014, com a valoração de 41 tecnologias desenvolvidas no período de 2010 a 2013. “A ideia é fazermos esse balanço a cada dois anos. Com essa ferramenta, conseguimos prestar contas à sociedade, governo e parceiros sobre o dinheiro investido nas nossas pesquisas e a importância desses trabalhos para o desenvolvimento do Estado de São Paulo e do País”, afirma.

Fonte: Apta

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