21 de fevereiro de 2018
Tecnologia
25 de outubro de 2017 - 18:15

Empresa quer ampliar conectividade no agro

WND está expandindo sua rede dedicada à Internet das Coisas para MT, MS e RO

Thuany Coelho

Nos últimos tempos, novas tecnologias têm chegado com força ao campo. Um dos principais gargalos, porém, é a falta de conectividade em alguns lugares. Atuando nesse ponto da cadeia, a WND está lançando uma rede dedicada à Internet das Coisas (IoT, conceito que envolve a comunicação entre todo tipo de objetos, não apenas smartphones e computadores) em regiões fortes no agronegócio como Cuiabá, Nova Mutum, Rondonópolis, Cáceres, Sorriso e Sinop, em Mato Grosso, Corumbá e Dourados, em Mato Grosso do Sul, e Porto Velho, em Rondônia.

Atualmente, a rede já atende cem cidades no país, incluindo os maiores centros urbanos. “No contato com clientes, percebemos que uma em cada quatro empresas com quem falávamos era do agronegócio. Vimos que era um mercado enorme, mas mal atendido, então acreditamos que era preciso entrar forte nesse setor”, conta Alexandre Reis, diretor de operações da WND, que é a empresa que opera a rede no Brasil e em outros países da América Latina e Reino Unido. Entre as aplicações no agro estão o monitoramento de animais e transporte, controle da aplicação de defensivos, entre outras funções.

Tecnologia - A rede da SigFox opera com tecnologia Low Power Wide Area (LPWA). Ao contrário de sistemas 3G e 4G, por exemplo, que visam a transmissão de dados maiores, a rede foca no nicho de informações simples, de até 12 bytes por mensagem. Segundo o diretor da WND, esses 12 bytes são suficientes para, por exemplo, transmitir latitude e longitude (localização) de um animal, além de temperatura e umidade. A limitação de bytes não impede também que várias mensagens sejam enviadas por hora ou dia.

Com essa estrutura, de acordo com Reis, há uma redução nos custos de conectividade em comparação com redes 4G, por exemplo, o que permite uma expansão das soluções de Internet das Coisas. “Você tem três pontos importantes na cadeia: o dispositivo, a conectividade e o aplicativo. E os maiores gargalos são os custos dos dois primeiros fatores. Se você não diminuir isso, a conta não fecha”, explica. A WND negocia diretamente com empresas e os valores partem de menos de US$ 1 por dispositivo por ano. Os preços variam de acordo com o número de dispositivos e a atividade do sensor, ou seja, de quantas mensagens serão transmitidas.

Para utilizar a tecnologia da SigFox, é preciso um chip compatível. Reis explica que as maiores empresas do ramo vendem produtos que funcionam com a rede. “Não vamos cobrar royalties sobre isso, não existe apenas uma opção, o que acaba tornando os dispositivos mais baratos também”. Com o chip, o aparelho funciona em qualquer rede com tecnologia SigFox, até mesmo em outros países. Atualmente, a tecnologia está presente em 37 nações e o objetivo é chegar a 60 em 2018. No Brasil, a rede deve chegar a 100 milhões de pessoas até o começo do ano que vem.

Impacto no agro - Combater o desperdício e otimizar processos - e consequentemente aumentar a produtividade - devem ser alguns dos ganhos do setor. “É saber quando, onde, como e o quê, é poder ver exatamente onde estão seus ativos. No Brasil, os campos são tão grandes que é difícil acompanhar apenas no olho”. Segundo ele, uma das empresas em conversa para utilizar a rede disse que “um milhão investido em Internet das Coisas pode poupar dez milhões”. E ele vê um crescimento cada vez maior dessas tecnologias no Brasil. “2018 pode ser uma surpresa. O Brasil tem uma massa humana e técnica fantástica. E estamos vendo surgir soluções - das mais simples às mais complexas. Não temos que esperar pelo 5G para ter IoT. Já podemos conectar o que ainda não foi conectado. Rede existe”.

Fonte: Portal DBO

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