20 de novembro de 2017
Gestão
3 de agosto de 2017 - 15:35

A arte de comprar e vender bem

Christiano Nascif apresenta estudo feito com um grupo de 426 fazendas produtoras de leite segmentado em quatro subgrupos, de acordo com o volume médio de leite produzido. Quem produziu mais, ganhou mais e gastou menos.

Christiano Nascif

Um dos fatores de sucesso em qualquer negócio é comprar e vender bem e, na atividade leiteira, não é diferente. Analisamos 426 fazendas produtoras de leite que participam do projeto Educampo/Sebrae no Estado de Minas Gerais. As informações se referem ao período de maio/2016 a abril/2017, com os indicadores econômicos deflacionados pelo IGP-DI de abril/2017.

Segmentamos essas fazendas em quatro subgrupos, de acordo com o volume médio de leite produzido diariamente. O primeiro subgrupo, com 32 fazendas, produziu até 300 litros/dia; o segundo, com 64 fazendas, produziu de 301 a 500 litros/dia; o terceiro, com 139 fazendas, produziu de 501 a 1.000 litros/dia e o quarto, com 191 fazendas, produziu mais de 1.000 litros/dia.

Não tivemos surpresas. O efeito do volume de produção sobre os resultados econômicos se comportou como esperado. Ressaltamos que em todos os subgrupos o comportamento foi o mesmo: quem produziu mais leite, vendeu mais caro e comprou mais barato o concentrado.

Nos atemos ao concentrado pois é o item que mais pesa na composição do custo do litro de leite. Enquanto o primeiro subgrupo, com menor produção, gastou R$0,65/litro com concentrado e minerais para a atividade leiteira, o subgrupo com maior produção, gastou R$0,46/l.

Todo produtor de leite que almeja o sucesso deve buscar incessantemente uma dieta mais eficiente para o rebanho a custos mais equilibrados possíveis. Nada mais do que uma boa relação benefício-custo, quando analisamos investimentos em dieta, com retorno na produção de leite do rebanho.

A matéria completa está na edição de agosto da Revista Mundo do Leite. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: Mundo do Leite 86

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