25 de abril de 2018
Consorciação
28 de março de 2018 - 14:27

Abram alas para o Estilosantes

A Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de MS e a Embrapa Gado de Corte resolveram investir no consórcio do capim piatã com a leguminosa para gado de... leite. A dobradinha promete incremento de 20% a 30% na produção.

Ariosto Mesquita

A leguminosa demorou 10 anos para ser desenvolvida pela Embrapa. Foi apresentada ao Brasil no ano 2000 para uso na pecuária de corte, mais precisamente em plantio conjugado com a braquiária, ajudando a revigorar solos arenosos, de baixa fertilidade, e servindo como alta fonte proteica. Agora, especialistas querem provar que o estilosantes campo grande (ECG) também é funcional para a formação de pastos e consumo por animais em fazendas leiteiras. Para isso, a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de Mato Grosso do Sul (Agraer) firmou pareceria com a Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS) e implantou uma unidade de demonstração (UD) em Guia Lopes da Laguna (a 233 km da capital sul-mato- -grossense). O objetivo é validar e apresentar o modelo a médios e pequenos produtores em dias de campo ao longo de 2018 e 2019.

“Na literatura há relatos de pecuaristas que conseguiram elevar sua produtividade no leite entre 20% e 30% com o uso de pasto de braquiária consorciado com estilosantes”, adianta o pesquisador da Embrapa Celso Dornelas Fernandes, que supervisiona o projeto graças à sua experiência de quase duas décadas acompanhando o desempenho da forrageira, que é resultado da mistura de duas espécies de leguminosas: Stylosanthes capitata e Stylosanthes macrocephala. Segundo ele, o que se pretende com esta iniciativa é autenticar cientificamente este procedimento e disseminar sua prática e correto manejo para a produção leiteira.

A UD começou a ser implantada entre dezembro e janeiro, em 5 hectares da Chácara São Marcelo, de 36 ha. A propriedade pertence ao agropecuarista Cassiano dos Santos, o terceiro elo desta parceria. Em 2,5 ha foi instalado um pasto solteiro de braquiária piatã (área controle). A outra metade recebeu o consórcio piatã + estilosantes. Em ambas foram respeitadas a mesma densidade de piatã e carga de adubação (calcário + fósforo + potássio). Na área de consórcio, foram adicionados três quilos de sementes de estilosantes por hectare. A previsão é de que os primeiros animais comecem a pastejar na UD no início de abril.

A matéria completa está na edição de abril/maio da Revista Mundo do Leite. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: Mundo do Leite 90

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