18 de novembro de 2017
Assistência técnica
3 de agosto de 2017 - 16:19

Assistência técnica

A grande maioria dos produtores de leite ainda carece de assistência técnica, o que limita a evolução da atividade no Brasil. Sabe-se que produtores assistidos regularmente conseguem renda até 362% maior por hectare.

Tatiana Souto

É consenso na cadeia leiteira que um dos principais gargalos para a atividade deslanchar no País é a falta de assistência técnica para o produtor. Políticas públicas e privadas são inúmeras e há exemplos de sucesso em vários Estados. Entretanto, por motivos diversos, entre eles falta de recursos e mudanças políticas e econômicas ocorridas de quase três décadas para cá, a assistência técnica no Brasil ainda não funciona de maneira coordenada e efetiva. É um fato a se lamentar, quando se observam estudos que apontam que produtores assistidos regularmente conseguem renda até 362% maior por hectare em relação àqueles que não recebem, conforme o economista da Universidade de Brasília Mauro Eduardo Del Grossi.

A mais recente tentativa em âmbito nacional para superar esse obstáculo é a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), instituída em maio de 2014, ainda no governo de Dilma Rousseff, após um vácuo de 25 anos – desde que o ex-presidente Fernando Collor de Mello extinguiu a Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Embrater). A principal medida da Anater, este ano, é lançar chamadas públicas para atrair órgãos públicos e privados a prestar assistência a pelo menos 200 mil famílias de agricultores familiares, explica o diretor administrativo, Ricardo Demicheli. “O foco inicial é trabalhar com produtores das Regiões Nordeste, norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo, não especificamente com o leite”, disse. “Mas é bom lembrar que pelo menos 95% deles, embora em pequena escala, trabalham com pecuária leiteira.”

Cerca de R$ 200 milhões serão empenhados este ano para as chamadas públicas. A ideia é atrair órgãos que já trabalham com assistência técnica, como as Empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), além de consultorias e outras instituições que têm trabalhos voltados a agricultores familiares. “Entre as orientações que serão dadas aos pecuaristas está, por exemplo, eles passarem a adotar a suplementação alimentar do rebanho”, exemplifica Demicheli. Ele conta, também, que para estimular o cooperativismo será lançado o programa Mais Gestão. “Vamos contratar empresas que darão conformidade a cooperativas e associações de produtores, lembrando que o associativismo resulta num efeito direto sobre a cadeia produtiva do leite.”

A matéria completa está na edição de agosto da Revista Mundo do Leite. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: Mundo do Leite 86

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