18 de dezembro de 2017
Saúde Animal
4 de dezembro de 2017 - 15:09

Botulismo, o perigo na comida

É uma doença grave, caracterizada pela ingestão da toxina botulínica C ou D. A bactéria pode ser ingerida pelo animal de diversas formas, no pasto ou no cocho. A vacinação é só um dos cuidados para evitá-la.

Niza Souza

Em agosto, mais de mil cabeças de gado morreram em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo, em Mato Grosso do Sul. Autoridades sanitárias confirmaram as mortes por botulismo. Apesar de ser uma doença bastante difundida no Brasil, o caso chama a atenção pela grande quantidade de animais mortos de um mesmo rebanho.

O botulismo é uma doença grave, uma intoxicação caracterizada pela ingestão da toxina botulínica C ou D, explica o professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Francisco Lobato, especialista em clostridium. A bactéria pode ser ingerida pelo animal de diversas formas, no pasto ou no cocho.

Antigamente o botulismo era uma doença associada a manejos rústicos com pastagens pobres e com baixa lotação animal/hectare. Atualmente, entretanto, tem um perfil diferente e está também associada a rebanhos com animais precoces, pastagens produtivas e gado confinado.

Conforme explica Lobato, no rebanho leiteiro a doença ocorre com mais frequência quando o produtor oferece suplemento alimentar de baixa qualidade aos animais. “Existem vários relatos disso”, destaca o professor, lembrando que isso ocorria muito quando se usava cama de frango na suplementação alimentar.

Atualmente, é mais comum encontrar o problema na silagem de milho. Neste caso, é preciso tomar cuidado com a ensilagem, alerta Lobato. “No momento de fazer a ensilagem do grão, deve-se ficar atento à compactação. Se houver a toxina pré-formada, qualquer problema pode favorecer os esporos do botulismo”, afirma.

A matéria completa está na edição de dezembro da Revista Mundo do Leite. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: Mundo do Leite 88

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