25 de abril de 2018
Controle Zootécnico
28 de março de 2018 - 14:48

Controle de qualidade

As planilhas de desempenho produtivo e reprodutivo do rebanho são as ferramentas mais importantes para o produtor identificar falhas no sistema de produção. É nos detalhes que reside a diferença entre lucro e prejuízo.

Fernanda Yoneya

Parece chato, e é, correr para pegar o caderno e anotar toda vez que o touro – ou outra vaca – sobe na Carola. Ou se a Jandaia pariu. Ou ainda qual foi a produção de leite da Roxinha e de todas as colegas em lactação mês a mês. E não são só essas as anotações. Tem que anotar a temperatura máxima e mínima todo dia, a quantidade de chuva que caiu, a vaca que secou, e por aí vai. É chato mesmo. Mas, no final das contas, a diferença entre lucro e prejuízo mora nesses detalhes.

Prática de gerenciamento que tem impacto direto na rentabilidade do produtor de leite, o controle zootécnico é cada vez mais adotado em propriedades que buscam aumentar a eficiência na gestão e investir em um manejo mais racional do rebanho. Pela técnica, o produtor faz anotações sobre informações da vida produtiva (controle leiteiro) e reprodutiva (controle reprodutivo) de todos os animais. E, com base nesse “banco de dados” - há vários modelos de planilhas e programas específicos para fazer esse controle -, o produtor não apenas identifica falhas produtivas e reprodutivas do rebanho, como também passa a conhecer o plantel e saber se ele está produzindo com eficiência. “Com essas informações em mãos, pode- -se adotar medidas corretivas”, diz o médico veterinário Marco Aurélio Carneiro Meira Bergamaschi, da Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP). “Muitas vezes, o produtor tira leite e não sabe quanto está tirando. Outras vezes, ele tem eficiência, mas não se dá conta”, afirma Bergamaschi.

Para entender a importância desses controles zootécnicos em propriedades leiteiras, o produtor tem de se conscientizar de que ele atua em duas atividades distintas: a criação de bezerras, que vão se tornar vacas após o primeiro parto, e a produção de leite propriamente dita. Em cada uma delas, anotar os eventos importantes é indispensável. Na primeira atividade, diz o médico veterinário, deve-se identificar o animal, registrar a data de nascimento de cada novilha e o peso ao nascer. “Nasceu a bezerra, começa o controle”, afirma Bergamaschi. O peso da novilha também está relacionado à genética do pai e da mãe e esse controle serve para saber se o touro utilizado não comprometerá o parto, segundo o técnico. “Além disso, esse controle, se bem feito, pode ajudar o produtor a evitar gastos extras, já que uma bezerra gera custos na propriedade sem, por um período inicial, dar nenhum tipo de retorno.”

A matéria completa está na edição de abril/maio da Revista Mundo do Leite. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: Mundo do Leite 90

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