25 de abril de 2018
Saúde Animal
28 de março de 2018 - 14:45

Cuidados na hora da compra

Ao adquirir animais o produtor tem de ser rigoroso: tem que exigir do vendedor laudos sanitários assinados por veterinário responsável e, na dúvida, realizar novos exames antes do embarque.

Vera Campos

O produtor que pretende iniciar ou ampliar um plantel de gado leiteiro tem de, necessariamente, antes da compra, exigir do vendedor laudos que comprovem a sanidade dos animais e que garantam, sobretudo, que eles não estão infectados pelas bactérias da tuberculose e da brucelose, doenças crônicas e incuráveis que levam ao descarte de animais. Essa é a garantia para não ser surpreendido depois por problemas desse tipo e ter de arcar com os prejuízos e riscos de contaminação de todo o rebanho. Caso o proprietário não disponha de laudos para essas duas doenças, o comprador deve solicitar que os animais sejam testados, na propriedade do vendedor, e por veterinários credenciados. Os resultados saem de imediato. “Em relação à brucelose e à tuberculose, todo o cuidado é pouco”, afirma o médico veterinário Ricardo Jordão, responsável técnico do Laboratório de Produção de Imunobiológicos do Instituto Biológico de São Paulo, que produz antígenos para a detecção dessas doenças. “Até mesmo animais já vacinados contra brucelose ou provenientes de propriedades certificadas como livres de brucelose e tuberculose devem ser testados previamente, antes da compra, a fim de se evitar riscos de propagação das doenças”, ressalta.

A brucelose e a tuberculose bovinas se espalham por todo o território nacional, mas algumas regiões se destacam.É o caso do Centro-Oeste, com prevalência mais elevada da brucelose. Em relação à tuberculose, a prevalência de focos (propriedades com pelo menos um animal infectado) ocorre mais no Espírito Santo e em Minas Gerais.

Certificação - O impacto negativo dessas doenças sobre a pecuária e a saúde humana é tão grande no Brasil que, em 2000, o Mapa implementou o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT). Além da intenção de reduzir a prevalência e a incidência de novos casos em todo o país, o Programa objetiva criar um número significativo de propriedades certificadas ou monitoradas que ofereçam ao consumidor produtos de baixo risco sanitário. “É recomendável, portanto, que os compradores busquem essas propriedades na hora de adquirir novas cabeças”, diz Jordão. “Ainda assim, o comprador deve exigir novos testes de detecção de tuberculose e de brucelose nos animais desejados, pois pode ser que o plantel tenha recebido algumas cabeças recentemente e alguma delas esteja contaminada, com a doença em fase de incubação”, salienta. Até mesmo as fêmeas vacinadas contra a brucelose devem ser submetidas aos testes, “pois nenhuma vacina dá 100% de garantia de que o animal não seja infectado”.

A matéria completa está na edição de abril/maio da Revista Mundo do Leite. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: Mundo do Leite 90

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