25 de abril de 2018
Planejamento
28 de março de 2018 - 14:52

De olho em 2019

Planejar é preciso. Além das tarefas que devem ser executadas durante o período seco, como manutenção de instalações e equipamentos, o produtor deve preparar a alimentação do rebanho para a seca do ano que vem.

Tatiana Souto

O período seco do ano começa a partir de abril no Centro-Sul, onde se concentra a maior parte da produção leiteira no País. Além das manutenções de praxe na infraestrutura da propriedade, como revisão e eventuais consertos de telhados, sombrites, cochos, cercas, estradas de terra e de acesso do rebanho às instalações, em função da menor incidência de chuvas, este é o momento também de o produtor começar a planejar o ano seguinte. Mas já, se 2018 mal começou? Sim.

Especialistas ouvidos pela reportagem fazem coro na seguinte orientação: o ano em que estamos, em se tratando de pecuária leiteira, deve ter sido inteirinho pensado e planejado no ano anterior. Mês a mês, segue-se uma agenda de práticas rotineiras, mas essenciais. E as principais medidas são as relacionadas à garantia de alimentação farta e de qualidade ao rebanho, não importando se a época for a das águas ou de estiagem.

Assim, a principal orientação para o pecuarista que quiser garantir pasto e outro tipo de volumoso, como silagem ou cana-de-açúcar picada, para o ano que vem é já ir providenciando, em abril, a coleta de amostras de solo para posterior análise, indica o engenheiro agrônomo sênior da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano, a Comigo, Eduardo Hara. Ao coletar essas amostras dos piquetes de pastagem e das áreas destinadas ao plantio de milho e cana ou alguma outra forrageira, é possível identificar as necessidades de adubação e correção do solo de cada talhão. “Em seguida, pode- -se aplicar o calcário para corrigir a acidez, preparando o terreno para receber o adubo quando as águas voltarem”, diz Hara. Ele comenta também que, agora em abril, a procura por calcário e fertilizantes por parte dos grandes produtores de grãos ainda não é intensa, pois eles estão concentrados na colheita da safra de verão. “Assim, dá para comprar esses insumos a preços menores”, informa. O calcário é aplicado, na orientação de Hara, em piquetes que acabaram de ser pastejados. “Vai saindo (o rebanho do piquete), vai jogando (o calcário)”, diz.

A matéria completa está na edição de abril/maio da Revista Mundo do Leite. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: Mundo do Leite 90

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