18 de dezembro de 2017
Instalações
4 de dezembro de 2017 - 14:56

Energia dos dejetos

Com um biodigestor, propriedade leiteira gera 60% da energia que consome e dá destino ambientalmente correto aos dejetos do free-stall. O líquido remanescente vai para a fertirrigação das lavouras.

Sérgio de Oliveira

Enquanto dirige por estradinhas vicinais do município de Carambeí, PR, um dos mais importantes e avançados polos de pecuária leiteira do país, Roderik Wouter van der Meer – ou Rik, como é conhecido o jovem de origem holandesa - conta como evoluiu a parceria familiar que culminou na Fazenda Vale do Jotuva, uma referência em produção de leite, grãos e gestão ambiental na região. Seu pai, Johannes van der Meer, e o cunhado Jacob Vink uniram terras, forças e habilidades, 45 anos atrás, para formar a propriedade, hoje administrada em sociedade por Rik, 30 anos, e dois primos, os irmãos Robin e Peter Vink, filhos de Jacob.

Logo na entrada da fazenda, na parte mais alta do terreno, encontram-se silos bunker e silos-bag, galpão para guardar pré-secados, rações e minerais e um edifício que abriga a sala de ordenha duplo 20, dois tanques de armazenamento, escritório e instalações para funcionários. Alguns metros adiante ficam os barracões onde estão confinadas as vacas em lactação, distribuídas em várias alas de free stall e 1 compost barn. No free stall elas são agrupadas por nível de produção: quem produz mais recebe uma dieta mais reforçada em energia e minerais. No compost barn ficam as vacas primíparas ou com algum problema de locomoção. A uns 200 metros vê-se outro barracão, onde vacas no pré-parto e novilhas estão confinadas. Vacas secas ficam no pasto; as bezerras, em sistema de semiconfinamento.

Numa depressão do terreno vê-se um imenso biodigestor e alguns tanques cheios de um líquido escuro. É ali, no processamento dos cerca de 50 mil litros/dia de dejetos produzidos pelos animais confinados, que está o que Rik considera o grande diferencial da fazenda. Com capacidade para 2 milhões de litros, o biodigestor provê 40% da energia gasta na propriedade - um outro gerador foi instalado após nossa visita para elevar a produção de energia própria para 60%. “A ideia do biodigestor veio pela necessidade de que parte da energia fosse gerada na propriedade. Por ser um local afastado, a rede elétrica não suporta toda a demanda. Nos horários de pico precisaríamos de algum gerador. Além disso, há o aspecto ambientalmente correto e sustentável”, diz Rik. 

A matéria completa está na edição de dezembro da Revista Mundo do Leite. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: Mundo do Leite 88

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