18 de novembro de 2017
Saúde Animal
3 de agosto de 2017 - 16:07

O banho fatal

Um dos principais inimigos do pecuarista, o carrapato causa prejuízos econômicos e sanitários consideráveis. Saiba como combatê-lo adotando o "controle estratégico", uma medida eficaz que reduz o custo das aplicações.

Fernanda Yoneya

Ele é responsável por um prejuízo econômico estimado em US$ 3,2 bilhões por ano no Brasil. Inimigo número 1 dos bovinos, o carrapato exige que o produtor seja criterioso para vencê-lo. Daí a adoção do chamado “controle estratégico”, recomendado pela médica veterinária Márcia Prata, da Embrapa Gado de Leite. Esse controle, explica ela, consiste na aplicação de produto adequado à infestação de carrapatos do rebanho, da maneira correta e no menor número de vezes possível, na época mais favorável ao produtor e desfavorável ao carrapato. “Por controle estratégico entende-se a concentração de banhos ou tratamentos com carrapaticidas em períodos desfavoráveis ao desenvolvimento do carrapato na pastagem. Como essas condições variam de região para região no País, esse controle deve ser regionalizado”, afirma a pesquisadora da Embrapa.

Não existe uma “receita” para o controle estratégico do carrapato. É fundamental que cada produtor, com a ajuda do veterinário, decida qual é a melhor época para a atuação estratégica na sua microrregião. “Não se deve concentrar as aplicações de carrapaticida quando os animais têm mais carrapatos, como geralmente é feito na maioria das propriedades. A ação deve se basear no conhecimento da vida do parasita. O resultado será um melhor controle, menor custo e menor disseminação da resistência”, diz Márcia Prata.

Nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, por exemplo, é no verão que a pastagem apresenta menor população de larvas. Estrategicamente, essa é uma época certa para atacar o carrapato. “A recomendação mais adequada é agir com cinco banhos, um a cada 21 dias, durante esses meses de menores infestações”, diz Márcia.

A matéria completa está na edição de agosto da Revista Mundo do Leite. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: Mundo do Leite 86

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