16 de dezembro de 2017
Manejo
6 de outubro de 2017 - 14:34

Pré e pós-parto - período delicado

Ao final da prenhez, em vista das alterações metabólicas do organismo, as vacas ficam com a imunidade mais baixa e susceptíveis a doenças. No início da lactação a demanda de nutrientes aumenta e precisa ser satisfeita.

Vera Campos

Os 60 dias que antecedem o nascimento do bezerro (período em que as vacas são secas) e os 30 primeiros dias de lactação constituem um período crítico para a saúde do animal, que, se não encarado com o devido cuidado, pode prejudicar a produção, a futura reprodução e até a sanidade das crias. O período seco merece atenção redobrada, pois é a fase em que as vacas precisam repor as reservas necessárias para parir e produzir leite de qualidade. É também a época de maior desenvolvimento do feto, o que aumenta a demanda de nutrientes da mãe para a cria, e é quando a glândula mamária “descansa” e se “regenera” para a nova lactação. Conforto térmico, dieta bem ajustada e controlada e cuidados sanitários são a base para evitar problemas.

Conforto - Durante a gestação, o metabolismo das vacas é elevado, o que tende, por si só, a elevar a temperatura corporal delas e causar um desconforto térmico que pode antecipar o nascimento da cria e/ou afetar a produção. Vacas holandesas são mais sensíveis. Por isso, a cerca de 45 dias do parto, caso as temperaturas excedam os 17ºC, 20º C, podem ser molhadas diariamente ou receber ventilação. Devem caminhar menos, permanecer em ambiente higiênico, com acesso a água, alimento de qualidade, sombra.

Dieta - No final da prenhez, apesar de os animais comerem menos por conta da compressão da cria no abdômen e das alterações metabólicas do período, a nutrição é extremamente importante. “O tipo de alimentação não muda, e sim a proporção de volumoso e de concentrado. Deve-se avaliar o que o animal está ingerindo e, se necessário, fazer uma adequação nutricional”, avalia o veterinário Marco Aurélio Bergamaschi, da Embrapa Período delicado Pecuária Sudeste, de São Carlos (SP).

A matéria completa está na edição de outubro da Revista Mundo do Leite. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: Mundo do Leite 87

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