25 de abril de 2018
Saúde Animal
28 de março de 2018 - 14:32

Quando a vaca dá mancada

Doenças dos cascos são graves e cada uma tem características e tratamentos específicos. Por isso, antes de tratar é recomendável saber qual o tipo de doença - pode ser mais de uma num só casco - para não jogar dinheiro fora.

Cris Olivette

Não é raro identificar, em um rebanho leiteiro, alguma vaca mancando. Pode ser efeito de uma pisada mais forte numa pedra, coisa que logo passa. Mas pode ser também algo muito mais complicado, que vai atingir em cheio o bolso do produtor. “Saber identificar as doenças e suas causas, que podem ser de origem infecciosa, traumática, metabólica, genética, nutricional, entre outras, bem como identificar os fatores que aumentam as chances de ter o problema, é fundamental antes de tratar o casco doente de forma isolada ao contexto”, diz o professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP), Fabio Celidonio Pogliani. “Podem ocorrer diferentes doenças em um mesmo casco, ou em diferentes cascos de um mesmo animal.

Após o produtor obter o diagnóstico correto, segundo Pogliani, é possível ter um panorama geral da situação na propriedade, para então elencar as prioridades e objetivos. “Com o diagnóstico é possível definir correções, mudanças e reformas na área. Individualmente, deve-se realizar o tratamento dos animais enfermos e descartar aqueles com problemas crônicos. Além disso, a mão de obra deve ser bem treinada para identificar precocemente os animais com problema e determinar mensalmente o escore de locomoção do rebanho.”

Ele diz que dieta mal equilibrada pode deixar o casco mais frágil e cita como exemplo a deficiência de zinco e biotina, que tornam o casco predisposto a lesões traumáticas e, consequentemente, infecções secundárias. “Porém, quando se fala em desequilíbrio da dieta relacionado ao excesso de carboidratos, estudos recentes contrariam a teoria clássica de que este excesso de concentrados provocará acidose ruminal crônica (ou subaguda), tendo como consequência o surgimento de laminite crônica e suas sequelas, como doenças de ruptura do casco (úlcera de sola).”

Segundo ele, estudos de revisão de literatura e estudos controlados e direcionados ao estabelecimento da relação causa-consequência comprovam que não há evidências que dão suporte a essa conclusão, havendo somente dados de forte correlação entre os acontecimentos.

A matéria completa está na edição de abril/maio da Revista Mundo do Leite. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: Mundo do Leite 90

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