22 de novembro de 2017
Nutrição
3 de agosto de 2017 - 15:54

Volumoso: a hora é essa

Parece distante, mas a próxima seca deve ser prevenida com bastante antecedência para garantir alimento suficiente aos animais. A produção começa com a análise do solo, passa pela escolha da forrageira e termina na conservação adequada.

Niza Souza

O inverno ainda não terminou, mas já é hora de pensar na produção de alimentos para a próxima seca. No Brasil, a falta de comida de qualidade para o rebanho nesse período é um dos maiores fatores de queda da produção de leite. Além disso, os animais emagrecem e todo o processo reprodutivo fica comprometido – e traz prejuízo. Por isso, o produtor tem de ter uma fonte de volumoso reservada para fornecer aos animais quando faltar pasto.

Não há um receita pronta, até pela diversidade de solos e climas do país. Mas o sucesso na produção do volumoso começa muito antes da semeadura, com a análise de solo, escolha da espécie e cultivar com características adaptadas ao clima da região. Para a pesquisadora Maryon Strack Dalle Carbonare, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), um dos aspectos mais importantes é o manejo agronômico adequado da lavoura (adubação, tratamento de sementes, controle fitossanitário).

Segundo ela, existe uma série de espécies forrageiras capazes de serem conservadas mantendo sua qualidade nutricional. Quando se pensa em volumoso energético, as silagens de milho, sorgo e cana-de-açúcar são as mais utilizadas. Porém, nas regiões de clima subtropical, com temperaturas mais amenas, a produção de cana se torna difícil, pois a cultura não tolera a geada. Neste caso, é possível produzir forragem de inverno de excelente qualidade com aveia, azevém, entre outras. “Pensando em volumoso proteico, as silagens de capim também podem ser uma opção de volumoso conservado. Capim elefante, milheto (ambos do gênero Pennisetum), e alguns panicuns e cynodons são mais indicados”, frisa a pesquisadora.

A matéria completa está na edição de agosto da Revista Mundo do Leite. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: Mundo do Leite 86

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