25 de setembro de 2017
Leite
4 de setembro de 2017 - 10:18

Importação de lácteos em baixa

Alta de preços no mercado internacional deverá reduzir volume de compras no segundo semestre

As importações de lácteos tiveram queda no volume em julho na comparação mensal, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O montante importado no mês foi de 16.030  toneladas.

Na comparação com o mês anterior a queda foi de 7,6%. Os gastos também diminuíram na mesma proporção, houve recuo de 11,8% na mesma comparação, totalizando US$ 53,2 milhões no período. O produto mais importado foi o leite em pó. No total foram 9.140 toneladas que somaram US$ 30 milhões.

Os maiores fornecedores para o Brasil, em valor, foram o Uruguai, com 48,6%, a Argentina, com 39% e a Nova Zelândia com 3,2%.

Na comparação com igual período do ano passado (julho de 2016) a redução foi de 33% para o volume e 11,8% para os gastos. Os maiores preços do produto importado e o aumento da produção nacional, associados ao enfraquecimento da demanda interna explicam esta redução.

No parcial de agosto, até a quarta semana, a média diária foi de US$ 2,1 milhões em gastos com as importações de lácteos, frente aos US$ 2,6 milhões por dia em julho, uma queda de 18,8%. Na comparação com agosto de 2016, o valor médio diário embarcado está 27,2% menor.

A demanda interna patinando e as quedas de preços dos lácteos no mercado interno e patamar mais alto de preços no mercado internacional (comparativamente com 2016) deverão reduzir os volumes importados neste segundo semestre.

Com relação as exportações de lácteos pelo Brasil, estas totalizaram US$ 6 milhões em julho. Na comparação com o mês anterior, o faturamento reduziu 56,7%.

O volume embarcado também teve queda. Passou de 3.600 toneladas em junho deste ano para 2.320 toneladas em julho, uma redução de 35,3%.

O produto mais exportado foi o leite em pó, que correspondeu a 48,5% do volume total de lácteos embarcado.

A Venezuela, um dos principais clientes brasileiros em 2016, não adquiriu nada em julho.

Os principais compradores dos lácteos brasileiros, em julho, em valor, foram as Filipinas com 20,4%, a Argentina com 8,9% e o Paraguai com 8,8%.

Na comparação com igual período do ano passado, o volume e o faturamento referentes às exportações brasileiras reduziram 37,7% e 49,0%, respectivamente.

A balança comercial brasileira de lácteos ficou negativa em julho, com déficit de US$ 47,23 milhões, frente aos US$48,49 milhões em igual período de 2016.

Fonte: Scot Consultoria

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