18 de dezembro de 2017
Leite
6 de dezembro de 2017 - 09:57

Nova queda no pagamento do leite

Em novembro, produtor recebeu 8,2% menos do que no mesmo período do ano passado

Mais um mês de queda no preço do leite pago ao produtor. Segundo levantamento da Scot Consultoria, em novembro, considerando a média nacional, houve recuo de 1,6% na comparação mensal.

O recuo foi menor comparativamente com os meses anteriores, mas o cenário ainda é de pressão de baixa. O produtor recebeu R$1,041 por litro, sem o frete, 8,2% menos que no mesmo período do ano passado.

A demanda não melhorou. A tentativa de aumentar os preços no atacado para melhorar a margem das indústrias não deu certo e as cotações dos lácteos e do leite longa vida voltaram a cair em novembro.

Do lado da produção, houve queda nos volumes captados no Sul do país e na região Nordeste, mas os incrementos no Brasil Central e região Sudeste compensaram e a média nacional aumentou 1,1% em outubro, em relação a setembro deste ano, segundo o Índice Scot Consultoria de Captação de Leite. Para novembro, os dados parciais apontam para alta de 0,9%, na comparação mensal.

O pico de produção está previsto para dezembro em importantes bacias leiteiras, como São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

No Sul do país, a captação deverá seguir entre estável e queda nos próximos meses. Este cenário de oferta mais ajustado no Sul deverá ajudar a diminuir, em parte, a pressão de baixa no mercado do leite, mas o viés ainda é de baixa para dezembro, com previsão de manutenção dos preços ao produtor em janeiro de 2018.

Para o pagamento a ser realizado em dezembro (produção de novembro), 62% dos laticínios pesquisados pela Scot Consultoria acreditam em manutenção dos preços do leite ao produtor, 30% falam em queda e os 8,0% restantes acreditam em alta nos preços do leite.

Aumentou o número de empresas falando em estabilidade, mas ainda assim, na média, os preços do leite deverão recuar em dezembro, com uma pressão de baixa menor nos estados das regiões Sul e Nordeste.

Para janeiro de 2018, o tom do mercado é de estabilidade, com alguns laticínios apontando para ligeiras altas para o produtor.

Fonte: Scot Consultoria

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