25 de setembro de 2017
Jumil
4 de maio de 2016 - 15:07

Jumil lança novo vagão para misturar forragem e concentrado

Equipamento feito com fundo em aço naval tem durabilidade seis vezes maior do que misturadores tradicionais

“Usualmente, depois de um ano e meio, dois anos, as pessoas têm que fazer uma reforma em seus misturadores, seja no fundo do vagão ou nas pás da rosca central”, afirma a diretora de marketing da Jumil, Patrícia Moraes. Isso acontece em virtude do uso constante da máquina - dedicada ao preparo da alimentação animal - e também pela característica abrasiva da silagem.

De olho nessa questão, a marca lançou um modelo de misturador cuja rosca e o fundo, 'cocho da máquina', são de aço naval. Também conhecido como Raex, o material foi testado em laboratório e promete ter durabilidade seis vezes maior do que o tradicional aço carbono usado na fabricação dessas estruturas. De acordo com Patrícia, os testes consideraram o uso do equipamento por uma média de quatro vezes ao dia. Outros diferenciais da máquina são a fresa e as facas para corte do volumoso.

“A fresa do Jumix, como foi chamado o produto, é um opcional que pode ser acoplado à máquina a qualquer momento, sem que haja necessidade de mexer na estrutura”, afirma Patrícia. Isso é possível também por conta de onde a peça vai acoplada. A solução encontrada pela empresa, em vez de trabalhar com a fresa presa ao depósito do vagão, foi acoplá-la ao chassi. “Hoje, nas máquinas convencionais, quando a fresa apoia no silo, ele desconta o peso dela, o que faz com que a quantidade de silagem que você está colocando varie o tempo todo”, diz a diretora de marketing. O objetivo da mudança foi ter uma pesagem mais precisa e maior eficiência na entrega da alimentação para os animais. “A alimentação corresponde hoje a uma média de 73% dos gastos que o pecuarista tem. Desse total, 70% é investido em concentrado. Daí a importância de ter uma pesagem mais precisa e que ajude a preservar a sopa ruminal, dando melhores condições de absorção dos nutrientes”.

Quanto ao corte do volumoso, a ideia foi adotar facas planas para evitar que o vagão repique o tamanho da fibra da silagem. De acordo com Patrícia, geralmente são usadas facas quando é empregada a fibra longa na dieta, o que no Brasil, segundo ela, está mais restrito à região Sul. “A maioria dos Estados só trabalha com silagem e se você tem uma repicagem muito curta pode impactar a sopa ruminal das vacas de forma negativa”, argumenta.

O preço do Jumix vai de R$ 100 mil a R$ 130 mil, dependendo do tamanho do equipamento e da carga de ICMS aplicada a cada Estado. Só o cocho em aço especial, sem o eixo, Patrícia estima que valha 20% do valor da máquina. “Mas se a gente considerar que ele é seis vezes mais resistente, no fim, além dos outros diferenciais, a vantagem é que a troca demora mais para acontecer”. 

Fonte: Portal DBO

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