23 de abril de 2018
Melhoramento
12 de dezembro de 2017 - 15:51

A 3ª geração das provas de desempenho

Acompanhando a evolução do melhoramento genético, as provas passaram a incorporar várias outras características de interesse econômico, além da avaliação do ganho em peso, a exemplo de conversão alimentar, ganho em carcaça, cobertura de gordura etc.

Carolina Rodrigues

A decisão de apartar machos logo após desmama e enviá-los para uma prova de ganho de peso sempre foi estratégia utilizada pelos produtores para descobrir animais com potencial para despontar na reprodução. Nos últimos anos, entretanto, o surgimento de inúmeros programas de melhoramento e o avanço das grandes avaliações colocou em dúvida esta prática. Até que ponto vale a pena quebrar o lote de contemporâneo, da fazenda para testar o desempenho dos indivíduos? Qual o valor genético desta informação e sua relevância no atual contexto da pecuária de corte?

Segundo pesquisadores, vale. E muito. As provas de desempenho evoluíram junto com o melhoramento genético. Característica de alta herdabilidade, o ganho de peso e o ponderal, isoladamente, deixaram de indicar exclusivamente os vencedores nos testes. Na busca por reprodutores “equilibrados”, as PGPs lançam mão de índices de classificação cada vez mais completos e funcionais, que conjugam peso a medição de perímetro escrotal (para inferir fertilidade), mensuração de características de carcaça com ultrassom (área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea e marmoreio), avaliação fenotípica (para maior funcionalidade) e, mais recentemente, eficiência alimentar (característica de difícil mensuração e alto custo).

Os testes se esparramam por uma porção de detalhes, como escores para o temperamento, quantidade de couro ou tamanho do pêlo, passando por característica de importância econômica ambiental, como o controle de ingestão de água e até emissão de gás metano. Elas tornaram-se aliadas da pesquisa e ferramentas indispensáveis na composição de novos bancos de fenótipos no País, configurando uma terceira geração de PGPs, segundo Carlos Henrique Cavallari Machado, diretor-geral da Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba-MG).

A matéria completa está na edição de dezembro da Revista DBO. Assinantes também podem lê-la na edição digital.
 

Fonte: DBO 446

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