18 de dezembro de 2017
Especial Pastagem
10 de novembro de 2017 - 17:43

Adubação na hora certa, dose certa e forma certa

Caminho para a intensificação, o uso de fertilizantes nas pastagens nem sempre tem dado a resposta esperada. Em entrevista exclusiva, o prof. Moacyr Corsi aponta onde estão os erros mais comuns.

Nos últimos anos, uma quantidade crescente de produtores tem apostado na adubação para intensificar a produção de suas pastagens, mas nem todos têm pleno domínio da tecnologia e acabam cometendo erros, às vezes pouco perceptíveis, mas que afetam negativamente o resultado final, frustrando expectativas de produção. Conforme explica o professor Moacyr Corsi, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, em entrevista exclusiva para o Especial de Pastagens 2017, concedida à editora assistente de DBO, Maristela Franco, a maior parte desses erros são cometidos por falta de disciplina e planejamento.

Segundo ele, bons resultados dependem da aplicação do adubo na dose certa, na hora certa e da forma certa, seguida de uma boa colheita do capim. Se a eficiência de N for alta (50 kg de matéria seca por kg do nutriente, por exemplo) e a eficiência de pastejo de 70%, pode-se conseguir facilmente produção de 7,5 t de MS/ha, que permite sustentar 4,2 UA/ha, ante 1 UA/ha da média nacional. O potencial da adubação, portanto, é grande, mas exige conhecimento cada vez maior da tecnologia e da fisiologia da planta. Veja abaixo as recomendações do professor Corsi.

1) Quais os erros mais comuns cometidos pelos produtores na hora de fazer adubação?

Corsi - O principal erro está na falta de disciplina na aplicação do fertilizante. Eles aplicam no momento errado e, por isso, não obtêm a melhor resposta em eficiência na adubação. Como a gente mede essa eficiência? Em quilos de matéria seca por quilo de nutriente aplicado. O melhor resultado é obtido quando se aplica o adubo logo após o pastejo. Isso tem uma razão. O nitrogênio age de duas formas para melhorar a produção: faz crescer as folhas e aumenta a produção de perfilhos. De certa forma, a ação sobre as folhas é limitada, pois seu número por perfilho é determinado. Por exemplo, o braquiarão, se bem nutrido e com condição favorável de crescimento, apresenta seis folhas verdes por perfilho. Quando ele começa a produzir a sétima, uma morre e continuam seis. Então, para ter maior produção de forragem, é preciso agir sobre perfilhamento, aumentar o número de perfilhos [meristemas ou gemas auxiliares, localizados na base das touceiras de capim].

A matéria completa está na edição de novembro da Revista DBO. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: DBO 445

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