22 de janeiro de 2018
Comercialização
12 de dezembro de 2017 - 15:39

Aluguel de touros volta à moda

No Nortão do Mato Grosso, produtores recorrem à modalidade para liquidar a tourada na baia do ciclo pecuário, mas também há quem já tenha feito isso no passado e decidiu voltar a vender seus touros em leilão.

Carolina Rodrigues

Conseguir um bom preço pela tourama não tem sido tarefa fácil para quem produz genética com o intuito de abastecer os produtores de bezerros em Mato Grosso. Dados da Scot Consultoria mostram que o mercado de reposição patinou em boa parte de 2017, apresentando uma queda nominal de 14,3% em relação a 2016, ano em que o preço dos bezerros já havia deixado a desejar no Estado. Descapitalizado, faltou dinheiro para o criador investir em touro e com medo de terminar a estação de monta com sobra de reprodutor no pasto, o vendedor retomou uma antiga receita do mercado: o arrendamento de touros em troca de bezerros.

Presidente da Nelore MT, Mario Cândia Figueiredo, um grande vendedor de touros na Fazenda Capão do Angico, avalia que o modelo, surgido em décadas anteriores, retornou com força em algumas regiões do Estado porque além liquidar a safra de touros é uma opção viável para os criadores em época de desvalorização do bezerro.

Ou seja, o produtor usa o bezerro como moeda. O custo do aluguel de um touro Nelore é de dois bezerros, controlados e desmamados ao ano. Os contratos têm duração média de quatro anos, e ao final do arrendamento, deve totalizar a entrega de oito bezerros e a devolução do touro. Um dos que aderiu ao modelo foi Sálvio Henrique Lago Reis, da Fazenda Charqueada, de Nova Monte Verde, MT, que selecionou 130 touros para aluguel nesta temporada, todos em torno de 36 meses de idade. “É um dos poucos negócios dentro da venda de gado em que fica bom para ambos. Favorece o giro do touro para o vendedor e permite que o comprador não precise desembolsar R$ 10.000 para comprar um reprodutor. Ele paga com a produção do animal.”

A matéria completa está na edição de dezembro da Revista DBO. Assinantes também podem lê-la na edição digital.
 

Fonte: DBO 446

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