30 de março de 2017
Reportagem de Capa
7 de fevereiro de 2017 - 18:55

Anuário traz balanço de 2016 e perspectivas

A complicada situação política e econômica não deixou de trazer consequências para o segmento da pecuária, ainda que em menor grau do que em outros setores. Mas há moderado otimismo sobre a recuperação da economia.

Moacir José

Seria ótimo se os números da pecuária brasileira em 2016 tivessem sido tão vistosos quanto as páginas deste novo projeto gráfico e de conteúdo do Anuário DBO... Esperamos que o leitor concorde, perdoando-nos a falta de modéstia. O esforço foi nesse sentido.

Mas, infelizmente, vários indicadores foram prejudicados pela crise econômica que afetou o Brasil, em parte causada pela crise política que redundou no impedimento da presidente da República. Fator que pode interferir, inclusive, na linha traçada pelo atual ciclo pecuário, conforme assegura José Vicente Ferraz, da consultoria IEG/FNP, em artigo na seção “Mercado Brasileiro”.

O fato é que o ano conseguiu contrariar a teoria econômica, uma vez que a oferta reduzida de carne no mercado não teve o poder de elevar os preços. Ao contrário, estes encolheram, na esteira de uma demanda enfraquecida em seu poder aquisitivo, tendo como pano de fundo a elevação no nível de desemprego. Tiveram margem reduzida frigoríficos, varejo, indústria de insumos, pecuaristas. Estes últimos não teriam sido tão prejudicados pela redução de apenas 5% no valor real (deflacionado) da arroba do boi gordo, segundo levantamento do Cepea/ USP, não fosse o aumento de custos de quase 3%, medido pelo mesmo centro de estudos da USP.

O efeito negativo, como não poderia deixar de ser, atingiu o mercado de venda de animais de seleção destinados à produção de carne, que movimentou R$ 634 milhões em 744 leilões no ano passado, recuo de 12%
frente ao número registrado em 2015.

Bons resultados ficaram restritos ao nicho de mercado de carne de qualidade – que provê restaurantes e boutiques com cortes especiais –, que vem ganhando adesão de associações de raça e que abateu perto de 800 mil cabeças no ano passado.

Outras boas notícias estão relacionadas ao meio ambiente: quase 4 milhões de imóveis já estão inseridos no Cadastro Ambiental Rural, abrangendo uma área de 400 milhões de hectares (metade do território nacional), e uma estimativa da Embrapa dando conta de que perto de 10 milhões de hectares teriam sido recuperados da degradação (100 milhões de hectares) nos últimos cinco anos. Sem falar, também, do avanço da adesão dos produtores a sistemas integrados de produção, como a ILP e a ILPF, que já ocupariam perto de 12 milhões de hectares. 

Todos os detalhes estão na edição de Anuário DBO 2017

Fonte: Anuário DBO 2017

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