21 de outubro de 2017
Fora da Porteiro
14 de setembro de 2017 - 18:13

Aprender com proteção é bem melhor

Colunista Rogério Goulart fala das proteções a que se pode recorrer nas fazendas para não se dar muito mal no simples aprendizado com os erros e diz que investir no conhecimento vale como um capacete.

Rogério Goulart

Antigamente não era assim, com capacetes, cotoveleiras, joelheiras, luvas, luzes sinalizadoras. Você simplesmente subia na bicicleta e saía andando. No máximo, os pais colocavam as rodinhas de cada lado para ajudar no equilíbrio inicial. E só. Depois as rodinhas eram retiradas e você tinha que se virar com o seu talento para permanecer equilibrado sobre duas rodas. Era um processo lento, com tombos e machucados. Teve quem pegou fobia por causa da curva de aprendizado. Se caía muito, ralava o joelho, torcia o tornozelo, riscava a palma da mão. Não era fácil, mas eventualmente a coisa ia melhorando e, quando menos se esperava, estava tentando andar sem as mãos e dando até cavalo-de-pau.

Mas quer saber? Li recentemente um skatista premiado falando como ele estava ensinando seus filhos a andar de skate. Disse que era muito melhor eles usarem essas proteções no início porque poderiam tentar manobras radicais sem o risco de se machucarem. Com isso elevariam a técnica do skate. Aquilo foi um choque, pois eu achava que era o contrário, que era melhor, na cara dura, aprender e sofrer as consequências. Entretanto, o argumento calou fundo. Era verdade. Proteção é melhor para o crescimento.

Da mesma forma, caro leitor, nas fazendas é possível aprender a fazer as coisas sem proteção. Podemos ir ralando os joelhos, torcendo os tornozelos e riscando as mãos em função de todos os negócios que fazemos e dão errado. Com isso, aprendemos com os erros. A questão, porém, é que esse aprendizado é caro, além de demorado. Será que não está na hora de engolir o orgulho e aprender que um pouco de proteção pode fazer bem para o negócio?

A matéria completa está na edição de setembro da Revista  DBO. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: DBO 443

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