18 de dezembro de 2017
Prosa Quente
10 de novembro de 2017 - 18:04

Avalanche rosa mostra o avanço das mulheres no Agro

Mais de mil delas participaram de Congresso realizado em outubro, em São Paulo. Na seção Prosa Quente, Carmen Perez e Regina Margarido falam sobre a organização do Núcleo Feminino do Agronegócio.

Criado em 2010, principalmente para troca de experiências e informações na área de gestão, o Núcleo Feminino do Agronegócio (NFA) se tornou referência nacional em liderança, inspirando a criação de vários outros grupos de mulheres pelo País. Em 2017, foi transformado em associação, processo comandado por sua atual presidente, Carmen Martins Perez, e sua vice, Regina Célia Cardoso Margarido. O NFA agora tem estatuto registrado em cartório e regras muito claras de funcionamento. Trata-se do primeiro grupo de mulheres pecuaristas (em sua maioria de gado de corte) a criar uma entidade desse tipo no Brasil. Os demais grupos, sejam eles presenciais ou virtuais (WhatsApp), funcionam de maneira informal ou estão ligados a sindicados rurais e cooperativas.

Para conhecer a nova entidade e também homenagear as mulheres do Agro, que realizaram seu segundo congresso nacional no mês de outubro, em São Paulo, DBO recebeu Carmen e Regina para uma conversa, em seu estúdio. Apesar dos perfis diferentes (Regina é mais racional, contida, analítica; Carmen, mais sensitiva, expansiva, articuladora), as duas se complementam, formando uma dupla superdinâmica, com muitos planos para 2018. Veja nesta edição do Prosa Quente uma parte da entrevista que concederam aos editores Moacir José e Maristela Franco.

Moacir - Como surgiu o NFA e qual sua finalidade?

Carmen Perez - Surgiu da necessidade de compartilhar experiências e informações sobre gestão. Em 2010, um grupo de cinco mulheres lideradas pela Carla de Freitas, proprietária da Fazenda Bela Vista, em Chupinguaia, RO, decidiu se reunir regularmente para discutir problemas comuns e aprender juntas. Gostaram tanto da experiência, que foram convidando outras produtoras amigas. Naquela época, não se falava de mulher no Agro. Nestes últimos sete anos, muita coisa aconteceu, não somente com as mulheres, mas com o agronegócio, que virou uma potência. O Núcleo reúne, hoje, 21 integrantes, mas outras seis estão em processo de adesão. Fui convidada a participar em 2011, pela Carla, que era presidente à época. Pensei nas dificuldades que teria para me deslocar até São Paulo (moro em Ribeirão Preto). Minha filha era pequena; hoje ela está com sete anos. Conversei com meu marido e ele me incentivou. Achei muito bacana a primeira reunião da qual participei na Fiesp com umas 15 mulheres lideradas pela Carla, com muita seriedade. Ela batia na mesa e falava: “Silêncio!” (risos...). Tinha me avisado que quem chegasse atrasada devia ficar fora da sala. Fiquei tão preocupada com essa questão da pontualidade que, em outra reunião, me confundi e fui um dia antes! (risos...)

A matéria completa está na edição de novembro da Revista DBO. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: DBO 445

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