25 de setembro de 2017
Prosa Quente
14 de agosto de 2017 - 14:24

Carente de eficiência

Tolerar desníveis acentuados de produtividade - como apenas 5@/ha em alguns sistemas de produção e até 70@/ha em outros - é sinal de ineficiência da pecuária de corte, o que prejudica a competitividade. É o que pensa Ivan Wedekin, consultor que acaba de lançar um livro sobre os fundamentos do ciclo de preços da atividade.

Entrevista

O nome de Ivan Wedekin está intimamente ligado ao nascedouro do conceito de agronegócio no Brasil. No início dos anos 1980, mais precisamente em 1984, ele ingressava numa das empresas mais pujantes do setor de insumos do agronegócio brasileiro, a Agroceres, então capitaneada pelo arrojado empresário Ney Bittencourt de Araújo, pioneiro na divulgação, em terras brasileiras, do conceito de agribusiness, que começava a ser difundido a partir da Universidade de Harvard, nos EUA. Formado em agronomia pela Esalq, da USP de Piracicaba, em 1974, foi assessor econômico de Bittencourt e, seis anos depois, passou a diretor comercial da Agroceres, empresa líder de mercado na produção de sementes de milho. Antes de ingressar na empresa, havia trabalhado (1975 a 1977) no Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, no Grupo de Informação Agrícola (GIA), à época coordenado pelo economista

Paulo Rabello de Castro, atual presidente do BNDES.
Nascia ali uma identificação de propósitos que se consubstanciou na parceria firmada entre ambos, quando fundaram, após a saída de Wedekin da Agroceres (1996), a RC.W Consultores. Parceria que durou até 2002, quando Wedekin foi convidado por Roberto Rodrigues – nomeado ministro da Agricultura no primeiro mandato do ex- presidente Lula – a assumir a Secretaria de Política Agrícola do ministério. Ali, foi o responsável por implementar ações delineadas um ano antes no planejamento estratégico do agronegócio, ratificado durante o 1º Congresso Brasileiro da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), entidade presidida por Roberto Rodrigues até 2001. Entre elas, a instituição das Letras de Depósito do Agronegócio e as Letras de Recebíveis do Agronegócio, instrumentos financeiros para captação de recursos para o setor.

Permaneceu no Mapa até julho de 2006, de onde seguiu para a Bolsa de Mercadorias e Futuros, como diretor de commodities. A partir de 2010 assumiu a diretoria de commodities da Bolsa Brasileira de Mercadorias, onde ficou até 2015, para, então, em junho, constituir a Wedekin Consultores, que presta serviços de avaliação de negócios e de empresas. É, também, presidente da Câmara de Crédito, Seguro e Comercialização do Ministério da Agricultura. Natural de Buritama, noroeste do Estado de São Paulo, 64 anos, Ivan Wedekin tem, do lado paterno, origem de imigrantes alemães (avô) e do materno, migrantes baianos. Em junho, lançou, durante a BeefExpo, em São Paulo, capital, o livro “Economia da pecuária – fundamentos e o ciclo de preços”, junto com Luiz Antonio Pinazza, Fernanda Kesrouani Lemos e Vinicius Madri Vivo. Nesta entrevista aos editores Moacir José e Maristela Franco, ele fala sobre temas abordados na publicação, sobretudo a questão do ciclo pecuário e a condição do pecuarista dentro da cadeia da carne.
 

A matéria completa está na edição de agosto da Revista  DBO. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: DBO 442

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