17 de agosto de 2017
Reportagem de Capa
12 de junho de 2017 - 16:46

Ciclo completo azeitado no Pantanal

Ema Agropecuária faz cria com suplementação nas áreas inundáveis do pantanal sul-mato-grossense, terminação em áreas altas e agora também tem frigorífico próprio, além de controlar a distribuição da carne produzida.

Ariosto Mesquita

A aposta é arrojada: produção de novilhos precoces, de qualidade, combinando pasto e suplementação estratégica em escala comercial dentro do Pantanal, com abate em frigorífico próprio e distribuição da carne no varejo. Tudo apoiado em complexa logística, algo sem precedentes na região.

Esta é a empreitada da Família Marinho, de Corumbá, região oeste do Mato Grosso do Sul, que entrou no ramo pecuário em 1982 e que, quatro anos depois, constituiu a Empresa Marinho de Agropecuária do Pantanal Ltda. (Ema Pantanal) para tocar um negócio que hoje se estende por mais de 150.000 hectares de terras na planície pantaneira e em pontos mais altos do bioma (terras não alagáveis). Apenas no Pantanal do Paiaguás (veja mapa na página ao lado), a empresa conta com um rebanho médio de 40.000 animais (sendo 22.000 matrizes) de onde saem anualmente 12.000 reses para a produção de 4.000 toneladas de carcaças/ano. Esse porte justificou a aposta que se concretizou em 13 de dezembro de 2016: a construção e inauguração do Frigorífico Marinho (Frima) com capacidade inicial para o abate de 120 cabeças/dia.

Com escritório central na cidade de Corumbá, a organização cuida de todo o processo produtivo, que começa 260 km ao norte, no Paiaguás, em três propriedades (Fazendas Piratininga, São João e Perdizes) através da atividade de cria em 90.000 hectares de pastagens, 80% delas nativas e o restante, cultivadas com braquiária humidícola.

A matéria completa está na edição de junho da Revista DBO. Assinantes também podem lê-la na edição digital.
 

Fonte: DBO 440

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