25 de setembro de 2017
Instalações
14 de agosto de 2017 - 14:16

Creep feeding na caminhonete

Fazenda de São Miguel do Araguaia adaptou instalação, de forma a torná-la portátil, economizando recursos. Mesma motivação impulsionou troca do plástico por esteira de borracha no cocho do confinamento.

Renato Villela

A Fazenda Nelore Pezo, em São Miguel do Araguaia, noroeste goiano, foi tema de DBO na edição de junho. Ali, a reportagem se deparou com duas boas ideias. A primeira invenção vista na propriedade é um creep feeding portátil, instalação que agrega num mesmo conjunto o cocho coberto e o gradil, portanto diferente dos modelos tradicionais, nos quais o “cercado” é uma estrutura independente, fixada no terreno de modo a delimitar a área de acesso exclusivo dos bezerros ao cocho. O segredo para impedir que as vacas comam a ração dos bezerros está no espaçamento reduzido (25 cm) entre as grades, capaz de permitir apenas a passagem da cabeça, menor, das crias.

Segundo o administrador da fazenda, Ronaldo Peruccini, responsável pela ideia, a principal vantagem está na possibilidade de explorar o creep feeding em vários pastos sem a necessidade de construir estruturas fixas em cada um deles. “Facilita muito o manejo. Toda vez que quero trocar o creep feeding de pasto, coloco em cima da caminhonete e transporto. É leve e prático de carregar”, conta. O único cuidado a ser tomado com o creep feeding portátil, que foi construído na serralheria da própria fazenda, é calçar a estrutura com estacas em ambos os lados para evitar que as vacas, ao se recostar, desloquem a estrutura, que pode tombar, por ser leve. “Isso só acontece no início. Depois, a curiosidade delas passa e não forçam mais”, diz Peruccini.

Outra ideia que chamou a atenção foi o cocho do confinamento, feito de correia transportadora industrial. O material, confeccionado em borracha resistente – utilizado em esteiras para transporte de minérios – está substituindo os antigos comedouros, feitos em tecidos de big bag. “É muito mais durável do que o cocho de bag e custa mais de três vezes menos que o de cimento”, afirma. Segundo Peruccini, enquanto na região este último sai por R$ 250 o metro linear, o de correia custa de R$ 70 a R$ 75. Como o material é reciclável, descartado pela indústria, os tamanhos são variáveis. Normalmente, os retalhos variam de 15 a 20 metros.
 

A matéria completa está na edição de agosto da Revista  DBO. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: DBO 442

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