22 de agosto de 2017
Gestão
11 de julho de 2017 - 14:28

Cria pode dar lucro, mesmo em ciclo de baixa

Estudo comparativo da consultoria Exagro com 239 fazendas assistidas destacou resultado positivo das que atuam na cria e aponta boas perspectivas para repetição do bom desempenho em 2017.

Denis Cardoso e Renato Villela

Os criadores estão sentido na pele o efeito do ciclo de baixa da pecuária, amargando quedas vertiginosas nos preços do bezerro e demais categorias de reposição. No entanto, o Benchmarking (comparativo de resultados) da Exagro, divulgado durante evento organizado pela consultoria mineira em Campinas, SP, entre os dias 28 e 29 de junho, mostraram que as fazendas de cria que se destacaram no ano passado têm totais condições de manter a lucratividade em 2017, mesmo com o tombo do ágio da arroba do bezerro em relação ao boi gordo, que saiu de um patamar médio de 53% bno ano passado para algo próximo de 35% neste ano.

Para comprovar que também é possível ganhar dinheiro na atividade de cria em períodos de baixa do ciclo pecuário, os analistas da Exagro Marcelo Pimenta, diretor executivo, e Flávio Araújo, gerente de equipe, se debruçaram sobre os números totais de 239 fazendas assistidas pela consultoria no ano passado. “Os nossos resultados mostram que quase a metade (47%) das fazendas analisadas trabalham com cria, seja como atividade única da propriedade, seja interligada com os sistemas recria e engorda a pasto e/o confinamento (ciclo completo)”, destaca Pimenta, citando os números gerais do Benchmarking 2016. No total, incluindo todos os sistemas de produção, as fazendas registraram lucro operacional médio de R$ 228,4/ha/ano em 2016, enquanto as 10% melhores (TOP 10%) alcançaram resultado de R$ 615,3/ha/ano, uma vantagem de 170% (veja tabela abaixo com outros parâmetros).

Isoladamente, a cria teve resultado operacional de R$ 310/ha/ano em 2016, enquanto as fazendas de cria TOP 20% (20% melhores) alcançaram R$ 432/ha/ano. “Interessante destacar que o ganho médio da cria no ano passado (de R$ 310/ha/ano) foi até mesmo superior ao resultado operacional histórico do  Benchmarking 2009-2016 (reúne todos os sistema de produção), de R$ 228/ha/ano”, compara Flávio Araújo.

A matéria completa está na edição de julho da Revista  DBO. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: DBO 441

Comentário