18 de dezembro de 2017
Saúde Animal
10 de novembro de 2017 - 17:38

Fim da vacinação contra aftosa pra valer

Ministério confirma que cronograma para encerrar gradualmente a vacinação a partir de 2019 até 2021 não será alterado.

Ocronograma para a suspensão definitiva da vacinação contra o vírus da aftosa está em curso e não será postergado, ainda que algumas críticas e preocupações tenham sido colocadas por lideranças da cadeia pecuária. Guilherme Marques, diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (DSA/Mapa) e presidente da Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa), afirma que não há mais o que se questionar em relação à retirada da vacinação. “Temos um estudo com mais de 570 milhões de animais submetidos a análises soroepidemiológicas, além de todo o rebanho de suínos, caprinos e ovinos, que chamamos de sentinela, que não podem ser vacinados e que nunca tiveram a doença, o que comprova que não há mais circulação de vírus. Ou seja: se não tem vírus, por que vou continuar vacinando?”

A primeira rodada de reuniões com o setor produtivo dos Estados do bloco 1 – Rondônia e Acre – para explicar como o plano estratégico vai funcionar – e o que precisará ser feito nos próximos meses para que a região suspenda a vacinação em maio de 2019 – aconteceu entre os dias 23 e 25 de outubro, em Porto Velho. Marques foi questionado sobre de onde virão os recursos necessários para reforçar a vigilância sanitária e indenizar o setor produtivo, caso ocorra algum foco de aftosa após o fim da vacinação. Considerou que a questão de falta de pessoal e de recursos financeiros não é novidade, mas que ela não pode servir de “muleta para suprir essas deficiências”.

Procurado por DBO, o diretor do DSA/Mapa é enfático ao afirmar que a descontinuação da vacinação não será feita de forma abrupta e irresponsável. “Temos um plano que levou sete anos para ser construído. É um estudo detalhado, com previsão de ações, que, se não forem cumpridas, não permitirão a mudança de status, com a manutenção da imunização. Mas o Estado ficará isolado”, alerta.

A matéria completa está na edição de novembro da Revista DBO. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: DBO 445

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