27 de junho de 2017
Reportagem de capa
11 de maio de 2017 - 15:41

Ideias luminosas para as fazendas

Especial Instalações e Equipamentos destaca soluções criativas desenvolvidas por produtores e empresas que facilitam o dia a dia das fazendas, reduzindo custos em mão de obra e proporcionando ganhos na gestão.

Renato Villela

Para iniciar nosso “mosaico de ideias” sobre instalações para gado de corte e exemplificar a criatividade na pecuária, escolhemos um conjunto de cocho/bebedouro que promete facilitar a vida do semiconfinador. Ele foi desenvolvido por técnicos da Novapec, uma “fazenda conceito”, de caráter experimental, localizada em Rondonópolis, sudeste do Mato Grosso e criada por Arlindo Vilela, fundador da Novanis (empresa agora pertencente ao Grupo Agroceres) para validar novas tecnologias, visando à intensificação da produção. De lá, estão saindo alguns modelos de instalações simples, porém funcionais, que começam a ganhar espaço no campo.

O cocho para semiconfinamento objeto desta reportagem é um bom exemplo disso. Ele permite rápida distribuição do trato e é feito com materiais baratos. Em vez de telhas de zinco, tem cobertura de lona de estufa, um material leve, resistente e impermeável, que reduz bastante o custo da instalação. Enquanto o metro linear do cocho com folhas de zinco não sai por menos de R$ 1.000, o de lona plástica fica em torno de R$ 380, quase três vezes menos. A lona tem garantia de cinco anos por parte do fabricante.

Estrutura de eucalipto

O menor custo do conjunto não se deve apenas à substituição dos materiais de cobertura, mas também à simplificação da estrutura de sustentação. “As telhas de zinco exigem pilares de concreto, enquanto a lona pode ser sustentada por estacas de eucalipto”, afirma Welton Cabral, gerente da Novapec. A altura da instalação também sofreu modificações. Cabral informa que a maioria das fazendas que faz semiconfinamento no Mato Grosso constrói coberturas elevadas o suficiente para viabilizar a passagem de um caminhão, o que, além de encarecer a obra, é desnecessário. “O caminhão não precisa transitar embaixo da cobertura para abastecer o cocho. Dá para passar do lado, é só utilizar um chupim maior” afirma o gerente, referindo-se ao acessório, espécie de tubo, por onde é despejada a ração.

A matéria completa está disponível na edição de maio da revista DBO. Assinantes também podem lê-la na versão digital. 

Fonte: DBO

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