18 de dezembro de 2017
Reportagem de capa
10 de novembro de 2017 - 17:50

Intensificação bem costurada

Fazenda de Marabá, no sul do Pará, região onde água nunca foi problema, integra sistemas de pastejo rotacionado com adubação e irrigação e chega a quase 40 @/ha/ano em área de 900 hectares.

O sul do Pará foi visto, durante muito tempo, como o “Eldorado” da pecuária de corte brasileira. Apesar das dificuldades logísticas, a região reunia condições extremamente favoráves à criação de gado – vastas extensões de terras baratas, solos naturalmente férteis, alta luminosidade, chuvas quase o ano todo. Essas condi- Intensificar é “costurar” sistemas Projeto no sul do Pará, o “Eldorado” da pecuária, confirma tendência de intensificação na região, integrando diferentes sistemas de manejo de pastagens e insumos. ções atraíram muitos produtores, especialmente do Sul e Sudeste, mas, nos últimos anos, o “Eldorado” paraense perdeu um pouco o brilho. Devido à exploração extensiva, muitas pastagens se degradaram; a oferta de terras baratas diminuiu e o clima já não é assim tão generoso. Secas atípicas e prolongadas têm surpreendido os pecuaristas, deixando-os sem pasto para o rebanho.

Neste novo cenário, estão surgindo projetos de intensificação de pastagens cada vez mais tecnificados, que buscam explorar melhor as potencialidades da região (ainda bastante atrativas), sem usar a velha cartilha do machado, fogo e superpastejo. A busca incessante – e inócua – por novas áreas tem cedido lugar à intensificação e, acreditem, usando inclusive irrigação, que até pouco tempo era considerada desnecessária no Pará. A Fazenda Valadares, em Marabá, 684 km ao sul da capital paraense, ilustra bem esse processo evolutivo, com seus percalços e conquistas. Voltada à seleção de gado Nelore para venda de tourinhos e à recria/engorda de machos comerciais, por muitos anos essa fazenda ostentou produtividade pouco superior à média regional de 3 @/ha/ano, explorando suas pastagens de forma extensiva, quase sem aporte tecnológico, mas, em 2013, assumiu nova trajetória.

Cansado dos modestos índices de rentabilidade que vinha obtendo e disposto a explorar ao máximo o potencial de suas terras, o proprietário da Valadares, Edimilson Dias Duarte, decidiu dar uma guinada em seu projeto pecuário. Usando diferentes sistemas de manejo de pastagens e insumos, que se ajustam às demandas das diferentes categorias animais e à capacidade de investimento da fazenda, ele conseguiu incrementar a lotação da fazenda em 38,2%. De 2.350 cabeças, em 2014, o rebanho passou para 3.250, em 2016. Com isso, a produtividade média mais que dobrou, subindo de 16 para 38,3 @/ha/ano, resultado excelente para o País. E melhor: com custo viável.

A matéria completa está na edição de novembro da Revista DBO. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: DBO 445

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