21 de fevereiro de 2018
Leilões
8 de fevereiro de 2018 - 14:26

Leilões registraram retração em 2017

Balanço exclusivo da DBO destaca o desempenho nas pistas de todas as principais raças bovinas de corte. Negócios beiraram os R$ 580 milhões em 679 leilões contra 749 no ano anterior. Oferta e preço recuaram 5%.

Carolina Rodrigues

Um ano de tensões. Assim foi 2017 para grande parte dos envolvidos no mercado de leilões, setor que pela primeira em oito anos deixou a marca de R$ 1,1 bilhão e faturou R$ 1 bilhão na venda de bovinos de carne e leite, equinos, caprinos e ovinos. O segmento foi afetado por episódios que causaram impactos negativos no mercado da carne e, consequentemente, no mercado de genética voltada para melhorar o rendimento frigorífico, a precocidade de terminação e a qualidade do produto final. A comercialização ligada ao mercado de carne respondeu por 57% das vendas de 2017. Os 43% restantes, de bovinos de leite e de outras espécies, também foram contaminados pelo ambiente de crise e recuaram.

Foi um ano de difícil entrega no abate, com preços da arroba instáveis (queda de 9% no acumulado do ano) e retração de 12% no preço do bezerro, categorias que influenciaram diretamente os ânimos na camada superior da cadeia produtiva: a dos touros e matrizes comerciais. As raças para a produção de carne somaram 679 leilões ante 749 promovidos em 2016, com recuo em todos os indicadores do mercado. A oferta encolheu 5%, mesmo percentual de queda na média de preços. O ano terminou com a venda de 67.289 animais por R$ 579,6 milhões, resultado bem aquém dos 71.089 lotes por R$ 646,9 milhões de 2016.

O ano começou com a expectativa de recuperação mais forte da economia, que aos poucos foi ficando para trás, com a última previsão de crescimento do PIB ficando em apenas 0,7%. Com a deflagração da Operação Carne Fraca e o fechamento de importantes mercados importadores já em março, as consultorias apostavam no segundo semestre como a salvação da “lavoura”. Mas foi justamente neste período - a partir de maio de 2017 - que explodiram escândalos políticos envolvendo a JBS e o mercado não se recuperou como o esperado. Em julho, a arroba do boi gordo registrou o pior desempenho do ano, fechando média R$ 128,00. Com medo do futuro e da falta de investimentos no setor, os produtores deixaram de promover leilões.

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Fonte: Revista DBO 447

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