21 de fevereiro de 2018
Mercado Mundial
8 de fevereiro de 2018 - 14:15

Mercado mundial favorável à carne bovina

Em 2017, o comércio internacional movimentou 9,8 milhões de toneladas e pelos números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a Índia (que exporta carne de búfalo) ficou pouco acima do Brasil: 1,850 milhão de toneladas contra 1,825 milhão.

Denis Cardoso

Depois de registrar avanço de 4% em 2017, as exportações mundiais de carne bovina devem crescer 3% em 2018, para algo próximo de 10,1 milhões de toneladas equivalente-carcaça, segundo previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A expansão global dos embarques será impulsionada pela Índia, Brasil, Austrália, Estados Unidos e Argentina, ou seja, alguns dos tradicionais protagonistas do comércio exterior de carne vermelha, que, ao longo de 2018, terão excedentes na produção da matéria-prima para continuar abastecendo o mercado internacional.

Segundo dados preliminares do USDA, em 2017 os embarques mundiais de carne bovina alcançaram em torno de 9,8 milhões de toneladas equivalente-carcaça, ante 9,4 milhões do ano anterior. Pelos números da Organização das Nações Unidas para Agricultura (FAO), o comércio mundial de carne bovina teve crescimento de 2,2% no ano passado, atingindo 9,1 milhões de toneladas.

Uma das principais novidades no mercado de exportação é que em 2018 a Argentina, um tradicional produtor de carne vermelha, vai consolidar o seu retorno consistente ao comércio internacional, figurando no ranking dos dez maiores países exportadores (veja tabela). O país da América do Sul, que já ocupou o terceiro lugar no ranking mundial, registrava queda nos embarques desde 2005, após proibições de exportação e aumento de impostos por parte do governo local. Depois de um período de reconstrução de rebanho bovino que durou quase quatro anos, a Argentina elevou os seus embarques anuais no ano passado e vai exportar 350 mil toneladas equivalente-carcaça em 2018, com aumento de 25% sobre as 280 mil toneladas embarcadas em 2017, segundo estimativa do USDA.

No entanto, em comparação com os países que atualmente ocupam o topo do ranking de exportação, a Argentina ainda está longe de trazer incômodo aos concorrentes. O Brasil (veja mais informações nas páginas 40 e 42) e a Índia disputam hoje o primeiro lugar nas exportações globais, com leve vantagem para os indianos em termos de quantidade. Segundo estimativa do USDA, o país asiático deve embarcar 1,85 milhão de toneladas equivalente carcaça em 2018, ante 1,82 milhão em 2017. Por sua vez, nas projeções do USDA, as vendas externas do Brasil chegarão a 1,825 milhão de toneladas equivalente carcaça, ante 1,760 milhão no ano anterior.

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Fonte: Revista DBO 447

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