21 de fevereiro de 2018
Anuário
8 de fevereiro de 2018 - 13:46

O balanço da pecuária e suas perspectivas

No final das contas, 2017 acabou menos ruim do que se anunciou no princípio, a partir dos escândalos que abalaram o setor, e as expectativas dos analistas são de recuperação este ano.

Moacir José

Muitos charam que seria um ano desastroso para a pecuária brasileira, depois de um primeiro semestre cheio de problemas, a começar pela operação Carne Fraca, da Polícia Federal, em março. Outros, de natureza política, engrossaram o caldo, atingindo a economia como um todo e a cadeia da carne, em particular, com queda nas exportações e preço deslizando para baixo com velocidade maior do que a que se previa no fim de 2016.

Mas a recuperação observada no segundo semestre “salvou a lavoura”, não propriamente no sentido de reverter para o lucro todas as operações. Para o pecuarista, por exemplo, em termos reais (descontada a inflação), a arroba do boi ficou 10% menor com relação a 2016, segundo levantamento do Cepea/USP. Queda duas vezes superior à registrada no período 2016-2015, de 4,8%. Mesmo com custos menores do que os registrados no ano anterior, o produtor viu seu poder de compra encolher em relação a alguns dos principais insumos da pecuária.

Para a indústria, que já estava com uma boa perspectiva para 2017, pela expectativa de preços mais baixos – em função da maior oferta de animais para abate –, o céu foi de “brigadeiro” no segundo semestre e a fatura total, de US$ 6,2 bilhões, foi 14% superior à do ano anterior, ultrapassando, também, a registrada em 2015, de US$ 5,9 bilhões.

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Fonte: Revista DBO 447

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