16 de dezembro de 2017
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14 de setembro de 2017 - 18:17

O bom negócio do arrendamento

Palestrante do Fórum Pecuária Lucrativa destaca que arrendar por R$ por hectare é mais interessante que R$ por cabeça, pois estimula investimento na melhoria dos pastos com benefícios para as duas partes.

Marina Salles

Ações práticas, que aumentam a rentabilidade das fazendas, foram o foco das discussões da segunda edição do Fórum da Pecuária Lucrativa, organizado pelas consultorias Coan e Rehagro em Ribeirão Preto, noroeste de São Paulo, entre os dias 2 e 4 de agosto. Com público estimado em 800 pessoas, o Centro de Eventos do Ribeirão Shopping foi palco de palestras de especialistas, que falaram sobre mercado, pastagens, genética, nutrição, intensificação e sanidade, mostrando que existe espaço para quem quer expandir ou entrar para a atividade. DBO acompanhou dois dias do evento e destaca uma das apresentações, que foi conduzida por Fabiano Alvim, da Pecsa – com sede em Alta Floresta, MT, empresa de gestão e parceria agropecuária fundada em 2015 – sobre arrendamentos. Segundo Alvim, os arrendamentos são hoje uma oportunidade de negócio tanto para o arrendador, que pode ter uma fonte de receita extra, como para o arrendatário. Neste segundo caso, o investimento chega a dar retorno de 15 a 20% ao ano, o que é mais atrativo para acumular capital do que a poupança ou qualquer um dos títulos de renda fixa do Tesouro Nacional.

Com planos de guardar dinheiro para o futuro, Diego Palucci, gerente de negócios corte da Rehagro, 36 anos, começou a apostar nessa ideia há cinco anos. Médico veterinário especializado em zootecnia, ele se juntou a mais dois colegas para investir R$ 1,5 milhão na recria e engorda de animais a pasto no Triângulo Mineiro. De lá para cá, tudo o que lucrou foi reinvestido para fazer crescer suas reservas. E, assim, o arrendamento 3D, como foi registrada a sociedade que começou com 1.000 cabeças, hoje conta com 2.000 animais, distribuídos em três propriedades. “O nosso objetivo é continuar crescendo, provavelmente, com terras arrendadas em Mato Grosso”, diz Palucci.

Lá atrás, em 2012, quando começou o negócio, ele conta que pagava R$ 16,28/cabeça/mês para manter seus animais em um pasto arrendado. Somados os gastos com nutrição (R$ 8,03) e outras despesas (R$ 8,79), desembolsava R$ 33,10/cabeça/mês para manter o rebanho. E, mesmo gastando R$ 977/cabeça com reposição, tinha uma margem de lucro de R$ 260 por animal após a terminação. Com o negócio ajustado, hoje trabalha com uma taxa de retorno do investimento que gira em torno de 20% ao ano, média que prevê manter.

A matéria completa está na edição de setembro da Revista  DBO. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: DBO 443

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