17 de agosto de 2017
Fora da porteira
11 de julho de 2017 - 13:56

Rogério Goulart: "Vender à vista, sempre."

Vender a prazo é um risco desnecessário, afirma o colunista, lembrando a dura lição aprendida com calote sofrido em 2008.

Rogério Goulart

No ambiente atual, olhando para o que está acontecendo com o setor em 2017, a sugestão é vender o gado somente à vista, caro leitor. Pode parecer batido repetir. A repetição desgasta a importância, mas hoje gostaria de falar sobre a prudência, que, no dicionário Houaiss, quer dizer “virtude que faz prever e procura evitar as inconveniências e os perigos; cautela, precaução”.

Sempre vendíamos gado a prazo. Era o costume, o mercado de um modo geral trabalhava com compras a prazo. Era o que fazíamos. Havia comerciantes que compravam à vista no peso vivo direto da fazenda. Porém, os preços ofertados eram bem menores do que os dos frigoríficos estabelecidos na região e não agradava o que era exigido das condições de jejum antes da pesagem e rendimentos de carcaça. Torcíamos o nariz para a venda à vista. Mas aprendemos essa lição do jeito mais difícil. Vou contar essa história.

Estava bem tranquilo e sossegado, tomando café da manhã na fazenda, quando chegou até mim um telefonema avisando que o frigorífico “X” tinha entrado com um pedido de recuperação judicial. Dias antes, tínhamos vendido e embarcado alguns caminhões de bois para esse estabelecimento. Vendemos a prazo. Levei uns dez segundos em estado de choque para processar e absorver a notícia. Depois, tremendo, resolvi verificar. Era verdade. Isso foi em 2008. O resto dessa triste história você já deve imaginar.


A matéria completa está na edição de julho da Revista  DBO. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: DBO 441

Comentário