18 de dezembro de 2017
Leilões
10 de novembro de 2017 - 18:00

Transmissão de leilões ganha impulso na Internet

Melhoria na qualidade de transmissão e custos menores estão puxando leilões de produção para a Internet, com a vantagem de permitir que o interessado dê seu lance de onde estiver.

Carolina Rodrigues

Desde que os leilões de animais surgiram no País, pelo Rio Grande do Sul, na década de 1960, e, em seguida, começaram a se espalhar para outras regiões a partir de São Paulo, participar desses eventos exigia do produtor sair da fazenda, assistir pessoalmente à apresentação dos animais, acompanhar o leiloeiro e dar seus lances aos pisteiros para arrematar os lotes que desejava. O advento dos remates “virtuais”, pela televisão, eliminou a necessidade de deslocamento, mas o produtor ainda precisava gastar horas acompanhando os animais na tela. Isso, contudo, começa a mudar. Com a presença crescente de tablets e smartphones nas propriedades, uma fatia dos leilões está migrando para a internet, tirando proveito de conexões mais seguras, e garantindo maior mobilidade ao comprador e flexibilidade às vendas.

O pecuarista recebe uma mensagem pelo aplicativo WhatsApp informando que o lote de seu interesse será ofertado nos minutos seguintes, esteja onde estiver (na fazenda, na estrada, na cidade) e pode dar seu lance pelo celular, finalizando a compra sem deixar de lado sua rotina, nem atividades importantes. A revolução digital seduziu leiloeiras, assessorias genéticas, produtoras de filmes, canais de televisão, leiloeiros e uma cadeia enorme de serviços que começa a se conectar na busca por estruturas de venda online (em tempo real) que garantam sua sobrevivência no mercado mobile.

Não se trata de um fenômeno novo. Uma primeira tentativa de realizar leilões pela internet ocorreu há cerca de 10 anos, mas, segundo o leiloeiro Paulo Brasil – há quase três décadas exercendo a profissão –, o mercado ainda não estava preparado para absorver o conceito. “Existia gente boa em internet, mas amadora comercialmente. Hoje, a demanda é daqui para lá e não de lá para cá. Vivemos outro momento, com estratégias de venda melhor planejadas e compradores mais conectados”, diz ele, sem medo das mudanças que o novo formato impõe à profissão. “O leiloeiro é figura indispensável, pois sobre ele repousa a fé pública do remate”, enfatiza Brasil, que, em setembro, comandou quatro pregões online pela Estância Bahia Leilões, realizados dentro de um estúdio, com pisteiro e mesa operadora. Do primeiro para o quarto evento, constatou-se aumento de 10% na receita, o que, segundo ele, comprova o potencial do novo formato. Maurício Tonhá, dono da leiloeira com sede em Água Boa, MT, diz que “é uma tendência de outros segmentos, que começa a se consolidar no de leilões também”.

A matéria completa está na edição de novembro da Revista DBO. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: DBO 445

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