25 de abril de 2018
Prosa Quente
12 de abril de 2018 - 14:38

Uso de silagem dobrou na última década, diz Nussio.

Além do milho e capim, também cresceu muito a conservação de grãos puxada pelos confinamentos, destaca o diretor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, entrevistado na seção Prosa Quente.

Formado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, campus da Universidade de São Paulo em Piracicaba, região central do Estado, e seu atual diretor (o mandato, iniciado em janeiro de 2015, termina este ano), Luiz Gustavo Nussio defende uma política de maior exposição do agronegócio para a sociedade brasileira, o que também inclui a universidade. Acredita que só assim será possível mudar uma imagem predominantemente negativa que o segmento tem junto ao público urbano.

Além disso, preconiza uma intensificação no atual modelo de parceria público-privada, não só para o desenvolvimento de pesquisas como para a transferência de tecnologia da universidade para os produtores rurais.

Nascido em Jundiaí, a “terra da uva” paulista, a 52 km da capital, onde seus avós, italianos, desembarcaram para produzir a fruta e também vinho, Nussio nutriu, por anos, o sonho de ser aviador. Mas, ao fim do antigo curso colegial, durante uma visita à Esalq, para conhecer outras carreiras, encantou-se com a escola, onde ingressou em 1984. Como todo “esalquiano”, ganhou um apelido – o quase óbvio “bambu”, por seus quase dois metros de altura (1m96, mais precisamente) – e, como ele próprio se autodefine, virou um “cidadão piracicabano”.

É ao Departamento de Zootecnia da Esalq que ele credita as grandes oportunidades que teve na carreira acadêmica. Estudante muito tímido, conseguiu deixar para trás essa característica quando passou a ser convocado pela escola para atuar, na década de 80, em dias de campo promovidos pelo extinto programa “São Paulo vai a campo”, Fotos: Edgar Pera patrocinado pelo também extinto banco paulista Banespa. “Esse programa levava todas as semanas um caminhão com artefatos para fazer uma apresentação para os municípios, que definiam suas prioridades. Quando o assunto era pecuária, eu e outros colegas éramos acionados, para fazer uma aula noturna – quase sempre num salão paroquial – e um dia de campo, em fazenda que a gente não conhecia, na manhã seguinte. Eu tinha de ser um misto de gentil [em relação ao dono da fazenda] e assertivo [em relação à orientação técnica de qualidade que precisava ser passada para os participantes]. E isso me proporcionou capacidade de articulação”, justifica.

A matéria completa está na edição de abril da Revista DBO. Assinantes também podem lê-la na edição digital.

Fonte: Revista DBO 450

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