27 de junho de 2017
Carne bovina
12 de maio de 2017 - 10:40

Alta na carne ajuda na margem da indústria

Preço de cortes sem osso subiram 2,7% nas duas primeiras semanadas de maio

Os preços da carne no atacado sem osso tiveram alta na semana. Na avaliação da Scot Consultoria, a proximidade com o Dia das Mães acabou melhorando as vendas de carne. Duas semanas seguidas de valorização no atacado, sem que as escalas de abate estivessem apertadas, atendendo ao redor de uma semana, não deixa outra impressão.

Nas duas primeiras semanas de maio os cortes ficaram 2,7% mais caros. Em trinta dias a alta chegou a 5,2%. Diante disso, porém, é estranho ver que o mercado varejista, em contato diretamente com o consumidor, ficou estável na primeira metade do mês.

As margens das indústrias estão sendo preservadas em patamares cinco ou seis pontos percentuais acima da média histórica.

Por outro lado, os varejistas têm diminuído a diferença entre o preço de venda e o de compra de carne.

A margem dos açougues e supermercados, em 66%, é a pior desde março. Independente do tamanho deste indicador, que comparada a dos outros elos é significativamente maior, o foco aqui é outro, é a evolução deste número, que saiu de 74% na primeira quinzena de abril para o patamar atual.

Aparentemente, a análise destes elos da cadeia indica que, apesar da alta de preços no atacado, o consumo não parece ter evoluído.

Escala - Sob o ponto de vista das escalas médias de abate, é possível afirmar que os frigoríficos retornaram as operações aos níveis anteriores à operação Carne Fraca, até com certa folga.

Em São Paulo, as programações de abate atendem, em média, entre cinco e seis dias.

É notável o aumento frente ao mesmo período do mês passado, quando esta média estava situada entre dois e três dias.

Com isso, os preços do boi gordo já não apresentam a mesma firmeza de semanas atrás.

De qualquer forma, as quedas de preço, quando ocorrem, acontecem de maneira gradativa.

O mercado da carne com osso também exibe os reflexos da retomada das operações. Para a Scot Consultoria, novas quedas não estão descartadas em curto prazo.

Fonte: Scot Consultoria

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