18 de novembro de 2017
Frigoríficos
4 de setembro de 2017 - 18:24

Capacidade de abate em MT cai mesmo com reaberturas

Segundo o Imea, diversificação das unidades operando no Estado é importante, mas ainda há considerável ociosidade nas indústrias

Com o movimento nos frigoríficos do Estado nos últimos três meses - três plantas (Mirassol D’Oeste, Nova Xavantina e São José do Rio Claro) que já possuíam SIF foram reabertas e uma (Juruena) perdeu a habilitação -, houve diminuição na capacidade total de abate em MT, afirma o Imea. “A utilização frigorífica total, que é a razão entre o número de animais abatidos e a capacidade de abate total, ficou em 51,89% em julho de 2017, maior valor desde fevereiro 2014, registrando alta mensal de 4,07 p.p”.

A utilização real, que é representada pela razão entre o total de bovinos abatidos e a real necessidade de compra diária das indústrias, porém, representou uma porcentagem maior no fim de julho de 2017: 82,13%. Em julho, o abate de bovinos no Estado alcançou 439,3 mil cabeças, maior quantidade de animais abatidos em um mês desde janeiro de 2015. O instituto destaca que a reabertura e diversificação das unidades operando no Estado são importantes, mas que há considerável ociosidade nas indústrias.

Confinamento - A cotação da arroba do boi gordo chegou a R$ 126,40 na última semana em Mato Grosso. Os preços vêm se recuperando e melhoram o otimismo dos pecuaristas do Estado em relação à atividade. Nesse patamar, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima ser possível uma rentabilidade positiva para os confinadores que adquiriram boi magro a R$ 1.750,00/cab e com custo de diária de R$ 7,50/cab/dia. Nessa mesma faixa de diária, mas com valores maiores para o animal magro, a arroba precisa passar dos R$ 130 para que haja ponto de equilíbrio (veja mais na tabela abaixo).

Segundo o Imea, os preços da arroba do boi gordo apontam para uma margem menos espremida entre o custo e a receita obtida na venda dos animais. “Porém, apesar dos avanços positivos, o produtor deve estabelecer critérios no seu manejo, de modo que consiga evitar gastos desnecessários e busque se proteger de oscilações nas cotações que comprometam o pleno rendimento da sua atividade”, reforça o instituto.

Fonte: Informações do Imea

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