21 de fevereiro de 2018
Confinamento
9 de fevereiro de 2018 - 15:44

Custos do confinamento oscilam entre as regiões

Segundo indicador, propriedades representativas de SP tiveram aumento nos custos, enquanto em GO houve redução

Os custos da diária-boi (CDB) do confinamento oscilaram entre as regiões pesquisadas pelo Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados do Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnica da USP. O informativo identificou aumento de 0,24% e 0,12% para as propriedades representativas médias (3.000 animais/ano) e grandes (27.000 animais/ano) de São Paulo, respectivamente, e redução de 1,45% para Goiás (16.500 animais/ano). Os CDB em janeiro foram de R$ 8,23, R$ 8,17 e R$ 7,48 para os confinamentos de São Paulo médio (CSPm), grande (CSPg) e de Goiás (CGO). 

Os preços dos itens alimentares não sofreram grandes mudanças desde dezembro. Sendo assim, de forma geral, o custo da diária-boi para o Estado de Goiás reduziu devido à queda no preço de alguns insumos, sendo o principal deles, o algodão e seus subprodutos; o oposto foi registrado para o Estado de São Paulo, em que os custos aumentaram.

O Governo Federal continua reduzindo as taxas de juros de longo prazo (TLP) e a Selic – taxa básica de juros da economia. A Selic foi cotada a 9,49% ao ano em janeiro. Desde de outubro de 2013 não eram registrados valores similares. Para o confinador, essas taxas menores tornam o custo do capital de giro menor, impactando em menores custos operacionais. Apesar dos preços dos itens alimentares e as taxas de juros terem seguido tendência de baixa, houve valorização do boi magro para os dois Estados pesquisados. Em GO, o animal de reposição valorizou em média 1%. Para SP, o aumento foi de cerca de 3,5%. O preço do boi magro de 360 quilos tem aumentado desde outubro de 2017, segundo o monitoramento do índice. Como as cotações dos animais de reposição representam boa parte dos custos, isso impactou no custo total da atividade. Enquanto Goiás manteve o mesmo valor registrado em dezembro (R$ 138,48), as unidades de São Paulo tiveram aumento considerável. O custo total para a média passou de R$ 145,93 para R$ 148,04 e de R$ 144,65 para R$ 149,61 na grande. Acesse o boletim completo em: http://bit.ly/2EyGjvL.

Entenda o Indicador - Para desenvolver o Índice, o pesquisador Gustavo Sartorello entrevistou 10 confinadores de São Paulo e nove de Goiás para, então, criar três propriedades confinadoras representativas: duas em SP (média e grande capacidade) e uma em GO (para detalhes técnicos, veja tabela abaixo). “Criei essas fazendas com características reais. Por exemplo, quais maquinários são usados, a potência, número de funcionários, mas não é uma média das propriedades”. Todos os meses, o Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal faz o levantamento de preços de insumos para atualizar os dados do indicador, que tem periodicidade mensal. “Minhas bases são Pirassununga, SP, e Acreúna, GO. Meus fornecedores são voltados para essas regiões. Tudo que está incluído na atividade, como palanque para cerca, arame liso, polpa cítrica, cordoalha, cocho, para tudo nós pesquisamos valores em pelo menos três empresas”, explica.

Planilha de custos - A FMVZ-USP também tem uma planilha de cálculo de custos de produção do confinamento (Entenda melhor o método e o indicador aqui). Quem quiser ter acesso à ferramenta e ao indicador pode acessar o site do LAE (http://paineira.usp.br/lae) ou mandar e-mail para lae-indicadores@usp.br ou gsartorello@gmail.com pedindo para receber o modelo de cálculo de custos e o boletim. Fornecedores que quiserem colaborar com o levantamento de preços de insumos também podem se cadastrar pelos e-mails acima.

Fonte: LAE - FMVZ/USP

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