26 de setembro de 2017
Operação da PF
20 de março de 2017 - 14:04

Entidades reagem à operação da PF

Em comum, elas defendem a investigação rigorosa dos fatos e defendem a qualidade dos produtos nacionais

Diversas entidades ligadas à cadeia da pecuária reagiram à  divulgação pela Polícia Federal da Operação Carne Fraca. Em comum, as entidades defendem a investigação rigorosa dos fatos e observam que o Brasil conquistou um padrão de qualidade que o habilitou a exportar seus produtos cárneos para alguns dos mercados mais exigentes do mundo.
Seguem algumas manifestações:

Abiec – A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) ressalta que nenhuma planta de carne bovina dos seus 29 associados está citada na denúncia de esquema entre frigoríficos e fiscais agropecuários federais para comercialização de alimentos adulterados. As indústrias associadas a Abiec seguem rígidas normas e padrões nacionais e internacionais de segurança para a produção e comercialização de carne bovina destinada tanto ao mercado interno quanto aos mais de 133 países para os quais exportamos.

A Abiec ressalta que os casos que vieram a público por meio da Operação Carne Fraca são isolados e não representam a imensa cadeia produtiva de carne bovina no Brasil.

A Associação repudia veementemente a adoção de práticas que não condizem com a garantia da qualidade do produto nacional e da credibilidade da indústria brasileira. E reitera sua confiança na atuação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), bem como nos parâmetros seguidos pelo S.I.F. - Serviço de Inspeção Federal.

CNPC  - A corrupção identificada está sendo averiguada com a devida profundidade e os envolvidos devem ser punidos com severidade, pois causam enormes prejuízos a todos os segmentos da cadeia da pecuária de corte, desde os pecuaristas até os consumidores. Esta é posição da diretoria do CNPC – Conselho Nacional da Pecuária de Corte

O problema foi identificado em apenas 21 empresas, dentro de um universo superior a 4.700, e são apenas 33 os funcionários investigados entre os 11.000 colaboradores do Mapa – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Tais dados representam uma ínfima minoria.

CNA - A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil  considerou lamentável a denúncia de que alguns dos principais frigoríficos do país, com o apoio de uma rede de fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura, estariam envolvidos num esquema de venda ilegal de carnes ao consumidor.
“Os produtores rurais têm dado uma grande contribuição ao desenvolvimento nacional. Geram emprego, renda e alimentos de qualidade para a população.  Portanto, não é justo que tenham a sua imagem maculada pela ação irresponsável e criminosa de alguns”, disse João Martins da Silva Junior, presidente da entidade.
 
CFMV - O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) solicitou aos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária (CRMVs) que sejam adotadas todas as providências necessárias para identificar o envolvimento de médicos veterinários nas atividades ilícitas investigadas pela Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal.

O presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda, lembra que o Serviço de Inspeção Federal é uma instituição centenária, respeitada mundialmente e que não deve ter sua imagem manchada por conta da má conduta de uma minoria de profissionais.

Angus - A Associação Brasileira de Angus vem a público manifestar sua confiança em relação à pecuária nacional e ao comprometimento com a produção de um alimento de qualidade. Desta forma, declara seu apoio integral ao rígido controle dos processos junto às indústrias frigoríficas brasileiras. A apuração dos fatos ocorridos e a punição dos responsáveis devem ser prioridades de forma a extirpar do segmento produtivo aqueles que não estejam dispostos a atender às exigências da legislação sanitária nem demonstrem preocupação com a saúde e bem-estar dos consumidores.

Acrimat - A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) manifesta apoio total e irrestrito à “Operação Carne Fraca”, deflagrada pela Polícia Federal para combater crimes que colocam em risco a saúde dos consumidores. A Acrimat defende a apuração de todos os fatos e a devida punição aos envolvidos no sistema de corrupção investigado. A garantia da qualidade e a segurança alimentar dos consumidores dependem de ações como esta, que visam impedir a comercialização de produtos que colocam em risco a saúde das pessoas.

SRB - A Sociedade Rural Brasileira  defende a importância da apuração de todos os fatos relacionados a esta operação, assim como a responsabilidade na sua divulgação, de modo que seja realizada com o devido cuidado para esclarecer a opinião pública sobre o grau das diversas irregularidades identificadas.

Faesp - A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) defendeu "a apuração e punição exemplar" dos envolvidos nos casos denunciados pela Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal na sexta-feira, 17, ao mesmo tempo em que reafirmou a crença no trabalho do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento por meio do Sistema de Inspeção Federal (SIF) e outros instrumentos de controle.

ABPA - O vice-presidente e diretor Técnico da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Rui Vargas, comentou nesta segunda-feira, 20, que "não há mais dúvida que houve equívoco ao se massificar a mensagem negativa" desencadeada pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, sobre o setor de proteína animal. Em entrevista coletiva na sede da entidade, em São Paulo, Vargas salientou que o governo está tomando medidas "muito fortes" para preservar o segmento.  

ABCZ - A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu vem a público emitir total apoio à ação da Polícia Federal que investiga o envolvimento de algumas empresas com esquema de venda ilegal de carnes. Defendemos rígido processo de apuração e, mediante comprovação, punição severa apropriada à gravidade da situação.

Lamentamos a existência dessas denúncias e de possível atuação irresponsável de grupos isolados de representantes da indústria frigorífica e de fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura. Essas acusações contrariam todo o esforço da nossa classe de produtores rurais que segue rígidas normas de segurança para a produção de carne bovina.
 

Fonte: Portal DBO, com assessorias

Comentário