É comer e comer o dia inteiro, reproduzindo-se sob as bênçãos de nosso clima tropical. Caso não se use agrotóxicos eles podem reduzir de 40% a até 80% o que se pretendia colher, sejam frutas, verduras, legumes ou grãos. É prejuízo na certa, daí o uso dos agroquímicos, também chamados pelos puristas como defensivos agrícolas.
Separemos uma coisa, para o bom entendimento daquilo que estamos explicando: agrotóxicos seriam os remédios das plantas, enquanto os fertilizantes seriam os seus alimentos. É bom que se diga que fertilizantes
são de origem mineral, e não são químicos, exceto o fertilizante nitrogenado, mas a “química” aí é mínima, pois o nitrogênio está no ar, na atmosfera que respiramos, e é “capturado” por processos químicos, através do uso de gases como catalisadores.
Na soja, por exemplo, e em outras leguminosas, como o feijão, nem se usa fertilizante nitrogenado, pois se faz a inoculação nas sementes das plantas e estas fixam o nitrogênio, dispensando o N da fórmula do NPK. Sobre os chamados “alimentos conta contaminados por agrotóxicos”, como falam as pessoas que mal conhecem o assunto, eles apenas repetem o que os outros dizem, a verdade é que na química, parafraseando Paracelso, um famoso médico e alquimista alemão da época da Renascença, a “dose faz o veneno”. Ou seja, tudo depende de quanto se ingere de um produto, seja químico ou alimento. Nesse sentido, se alguém tomar muita, mas muita água mesmo, até ela pode fazer mal e matar, e não se fala aqui de se morrer afogado, não.
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