A grande extensão do território brasileiro traz grande diversidade de classes de solos, diferenciados entre si pela influência dos diferentes tipos de relevo, clima, material de origem, vegetação e organismos, refletindo em variadas potencialidades e limitações de uso. Assim, temos os mais diversos ambientes de produção, nas diferentes regiões geográficas, diferenciando-se em maior ou menor potencial agrícola, dependendo da natureza dos solos predominantes.
Um estudo completo do solo inicia-se no campo, em trincheiras adequadamente cavadas e com dimensões que variam de poucos centímetros até dois metros de profundidade, por 1,2 m de largura e 1,5 m de comprimento, para uma trincheira comum. Em uma das faces da trincheira as camadas do solo se tornam expostas e então são subdivididas em camadas (tecnicamente chamadas de horizontes do solo), conforme as espessuras das camadas distintas em centímetros, cores, estrutura, textura, consistência (seca, úmida, molhada), transição entre camadas e registros registros de características não peculiares, como adensamento, compactação, ocorrência de fragmentos de rochas, cascalhos e qualquer indício de anormalidade.
Comumente, um solo apresenta entre cinco e oito camadas no caso de solos profundos ou apenas uma camada sobre rocha ou material fragmentado em solos muito rasos, ou sobre água ou materiais sedimentares em solos de baixadas. As camadas são coletadas separadamente em sacolas de plástico e levadas ao laboratório para procedimentos analíticos. Normalmente, cerca de 50 determinações são efetuadas, sobre aspectos físicos, químicos e mineralógicos, que são básicos para a classificação de suas qualidades, potencialidades ou limitações.
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