São Paulo/SP - 17 de maio de 2012

Mais Destaques

• Cuidados na colheita da silagem de milho
Uma silagem de milho pode, de fato, ser um volumoso excelente, mas também pode ser bastante ruim. Só se conhece de fato a qualidade de um alimento volumoso pelo laudo da análise bromatológica e pelo desempenho das vacas. Vários parâmetros são importantes na determinação da qualidade das silagens, como o teor de matéria seca, tamanho de partículas e grau de processamento dos grãos.Investir na qualidade da silagem de milho é contribuir para melhorar o desempenho das vacas

• Armazenamento prolongado interfere na qualidade
A refrigeração do leite cru na fazenda possibilita a redução de custos operacionais de transporte e evita perdas por aumento da acidez, o que pode ser causado pelas bactérias mesófilas. Elas provocam acidificação do leite pelo acúmulo de ácido lático, resultante da fermentação da lactose. Já o armazenamento do leite por períodos prolongados, ou seja, acima de 48 horas, pode resultar em problemas de qualidade dos produtos lácteos, devido ao crescimento e à atividade enzimática de bactérias psicrotróficas.

• Piracanjuba investe na expansão
O Laticínio Bela Vista, dono da marca Piracanjuba, não para de expandir as suas atividades. Em junho do ano passado, inaugurou uma planta no município de Maravilha, oeste de Santa Catarina, com capacidade para processar 350 mil litros/dia. Recentemente, anunciou o início da implantação de projeto gêmeo, ou seja, com estrutura e capacidade semelhante, em Governador Valadares, município no leste de Minas Gerais, a 320 quilômetros da capital Belo Horizonte. A unidade deverá ser inaugurada no final do ano que vem, ou inicio de 2014.

• Conforto da sombra para o aumento da produção
Em um país tropical como o Brasil, os animais, sobretudo os de origem europeia, sofrem com o excesso de calor. Nas pastagens sem sombra, as vacas afetadas pelo estresse térmico movimentam-se mais, ingerem mais água e, frequentemente descansam em pé. O resultado de tal desconforto é uma queda na produção de leite, que pode chegar a 30%. A utilização do sombreamento, ou seja, a disponibilidade de sombra no pasto é a forma mais econômica de se proporcionar conforto e bem-estar térmico aos animais. O sombreamento pode ser obtido de forma natural, ou artificial. Em ambos os casos, o objetivo é atenuar os efeitos da radiação solar incidente sobre os animais. O sombreamento natural, oferecido pela cobertura de árvores, é a melhor opção, pois as folhas, além de atuarem como barreira à radiação solar direta, promovem a evaporação e auxiliam na manutenção do ambiente termicamente mais adequado.

• Saúde do úbere e qualidade do leite dependem da manutenção e do uso adequado da ordenhadeira
Em razão da demanda crescente por leite de alta qualidade, observa-se um aumento no número de novos equipamentos de ordenha instalados em fazendas leiteiras. Para muitos produtores e técnicos, no entanto, ainda são comuns conceitos equivocados sobre tais equipamentos. Persiste, por exemplo, a crença de que ele é causador de mastite. Tal crença funda-se na falta de informações atualizadas sobre o seu funcionamento, o seu dimensionamento, a sua avaliação e manutenção, pois em muitas fazendas leiteiras ocorrem falhas graves na ordenhadeira. A ordenha mecânica somente é fonte de mastite quando o equipamento não está funcionando bem, seja por falta de manutenção, seja pelo dimensionamento inadequado, seja pelo mau uso.

• Alimento o ano todo
O manejo adequado das pastagens permite evitar perdas e aumentar a produção de leite em 20%. O planejamento forrageiro deve contemplar espécies capazes de suprir as deficiências de oferta de forragem nos momentos críticos. É preciso estimar o número de dias em que será adotada a suplementação volumosa no decorrer do ano. O diferimento de pastagens perenes de verão, para se acumular biomassa para o outono, e a semeadura de cereais de inverno de duplo propósito são alternativa para o vazio estacional.

• A pecuária pode contribuir para reduzir o aquecimento global
O tema da emissão de gases do efeito estufa (GEE) está no centro dos problemas globais e envolve a pecuária leiteira e de corte, com frequência apontada como vilã ambiental. O rebanho leiteiro responde por 14% da emissão de metano, uma das taxas de GEE mais elevadas. Em compensação, a produção de forragem sequestra tais gases do ambiente. O que é menos conhecido é que, além de contribuir com a produção de forragem, o produtor pode adotar outras medidas que mitigam a emissão de GEE. Luís Gustavo Ribeiro Pereira, doutor em Ciência Animal e pesquisador da Embrapa Gado de Leite, com atuação na área de pesquisa em Nutrição de Ruminantes e Impactos da Pecuária no Meio Ambiente, fala a Mundo do Leite sobre o tema.

• A Marca Tirol conquista mercado e reforça atuação junto aos produtores
O gerente de política leiteira da Tirol assegura que a empresa empenha-se muito no item qualidade. "Temos metas definidas para todos os envolvidos no processo e, com isso, conseguimos melhorar nossos indicadores, para além dos padrões da IN51, inicialmente previstos para entrar em vigor em junho de 2011 e adiados para 2017, de 100.000 para CBT e 400.000 para CCS. Ele é da opinião de que as exigências pela melhoria da qualidade precisam ser gradativas e critica os órgãos fiscalizadores - CIE, SIM e SIF - por não terem adotado ainda um critério universal , válido igualmente para todos, o que, segundo ele, trava o desenvolvimento da qualidade do leite.

• Bezerro saudável com protocolo de colostragem
Diferentemente dos seres humanos, os ruminantes não recebem no ventre da mãe os anticorpos necessários para resistir a doenças que podem ser adquiridas no momento do nascimento, ou nos primeiros meses de vida. Isso porque a placenta das vacas é impermeável. Entre as doenças que mais afetam os neonatos está a diarreia, com um índice de incidência de 53%. Sua ocorrência é súbita e aguda. Os bezerros jovens desidratam-se rapidamente, com perdas potenciais de 6% a 12% do volume de seus fluídos corporais em apenas um dia. O quadro poderia ser mais facilmente controlado se o criador realizasse uma boa colostragem e a cura do umbigo

• Vacas de corte como barrigas de aluguel
Para ampliar seu plantel de forma rápida ou multiplicar a genética superior de uma vaca boa produtora de leite, algumas fazendas têm recorrido a uma estratégia ainda pouco difundida entre os criadores: empregar matrizes de corte como receptoras de embriões de bezerras de leite. A principal vantagem é aproveitar a estação de monta das fêmeas de corte e transferir um grande número de embriões em pouco tempo. Em vacas de leite, a transferência não se realizaria de uma só vez, pois a parição deve distribuir-se ao longo do ano, para que a produção de leite se mantenha uniforme. Essa opção aumentaria os custos com veterinário, laboratório e logística.

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