São Paulo/SP - 17 de maio de 2012

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12 de dezembro, 2011 - 07:59
Produção de alta qualidade

Na Fazenda Palmital, em Itaboraí, GO, agraciada duas vezes com o prêmio de melhor do Estado, o casal Meyer associa qualidade à quantidade.Para os produores a melhor comida para o gado leiteiro é o pasto. Na seca, os animais são alimentados com silagem (80% de milho), concentrado e feno à vontade
Inês Figueiró

Hermann e Margarida instalaram-se na Fazenda Palmital, no município de Itaberaí, distante 92 km de Goiânia, com rebanho constituído de animais das raças holandês e Jersey. Foi a duras penas que Hermann chegou à conclusão de que animais de raça europeia eram inadequados para o clima subtropical e criados sob regime de alimentação a pasto.

Com o gir, tiveram que preocupar-se mais com a seleção, para obter um gado mais produtivo e também mais dócil. Passado o período de adaptação, a família só tem a comemorar: os resultados têm sido positivos. Hoje, a Palmital produz 1.100 litros/dia, com média de 16 litros/vaca. O rebanho cruzado é composto por 70 vacas em lactação, 70 novilhas, 22 vacas secas e 60 bezerras e bezerros. A maioria dos animais é jovem, tendo parido, no máximo, três vezes. Os machos são confinados para venda.

A fazenda é sustentada por um tripé formado por leite, lavoura e laranja. Cada uma das atividades responde por 30% da receita. "Se houver problema em um setor, garanto sustento com o outro", diz Hermann. O leite, na sua avaliação, está num bom momento. O casal recebe R$ 1,02 por litro, incluído o adicional de qualidade pago pelo laticínio Piracanjuba. "O valor é compensador, mas os insumos, em contrapartida, estão muito caros", afirma. O seu custo de produção está em torno de R$ 0,80.

 

Veja a reportagem de capa completa na edição impressa de Mundo do Leite nº 52

 

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